Entrevistas

Presidente da Copa Podio revela desejo antigo de realizar evento em Manaus e projeta edição ‘histórica’

por Revista Tatame em 01/07/2017 às 18:07:26

Fotos: Maury Figueira

Fotos: Maury Figueira

A 5ª temporada da Copa Podio continua no dia 12 de agosto com um grande desafio: uma edição especial em Manaus na Arena Amadeu Teixeira, com a disputa pela coroa dos pesos médios.

A cidade é conhecida por ter uma tradição maior na arte suave do que no futebol, modalidade mais popular no Brasil.

Jeferson Maycá, presidente da organização, revelou que sempre quis realizar uma edição na capital do estado de Amazonas, no entanto, acabava esbarrando nas dificuldades em relação à logística.

“Desde a segunda temporada, eu tenho o desejo de fazer uma edição em Manaus. Eu já fui várias vezes lá, tentando fazer a Copa Pódio… Exatamente por ser uma cidade que vive profundamente o Jiu-Jitsu. Acho que se você chegar lá e falar com qualquer pessoa, todo mundo tem alguém conhecido que faça Jiu-Jitsu. É 100% isso, até porque eu já fiz esse teste várias vezes.

É uma cidade que não tem tradição no futebol, mas que tem muita no Jiu-Jitsu. Todos os grandes lutadores que surgiram em Manaus também ajudam neste aspecto. Chegou o momento de realizarmos uma edição lá, porque sempre empacava na questão da logística, porque tudo é caro, as passagens são caras. Para atravessar equipamentos para fazer a estrutura do evento, você tem que ter uma balsa que custa uma fortuna. Só que chegou o momento que eu bati no peito e decidi fazer acontecer. O caminho mais fácil é falar que é impossível. Enfim, tem tudo para ser o maior evento da história da Copa Podio, por tudo que representa Manaus”, comentou Jeferson, afirmando que é uma das filosofias da Copa Podio desbravar os locais e levar o Jiu-Jitsu de alto nível a lugares que muitos não querem ir.

Na última edição, em São Paulo, a Copa Podio conheceu o novo “rei” dos leves. Desta vez, em Manaus, o GP irá premiar o campeão dos médios, lutadores até 88 kg. Até o momento, alguns lutadores foram revelados pelo presidente do evento.

“Alguns lutadores estão selecionados há algum tempo. O Fellipe Trovo, retorna como um dos faixas marrons. Outros que eram faixa marrom, viraram preta, como o Rudson Mateus, agora também está confirmado. O Gregor Gracie, que é um parceiro antigo do evento, está retornando. No último evento (GP dos leves, em São Paulo) ele não participou, porque abriu a vaga para o Celsinho (Venicius), que é amigo pessoal e treinam juntos há muito tempo. O William Dias, que participou do time dos Kangaroos e foi o único a vencer. Temos essa tendência de dar novas oportunidades para quem vai bem no evento”, revelou o presidente.

Além do GP, o fã de arte suave irá assistir uma superluta que fará a reedição da última final dos leves, entre Isaque Bahiense, campeão, e Espen Mathiesen. Para ajudar na promoção da luta, a organização da Copa Podio resolveu fazer um concurso nas redes sociais para escolher um garoto para representar o brasileiro e outro o dinamarquês. Contudo, a ideia ganhou uma proporção maior do que se esperava.

“Esse evento das crianças tomou uma proporção maior do que se propunha (risos). Na realidade, a ideia era ter uma luta de crianças, um menino representando o Isaque Bahiense e outro o Espen Mathiesen, na pesagem, para o público assistir. Exatamente para ajudar a divulgar o evento em Manaus. Nosso objetivo é também que as crianças não praticantes, se sintam atraídas pelo Jiu-Jitsu e queiram praticar. A ideia é que cada lutador mirim leve um amigo que não lute para conhecer. Isso tomou uma proporção grande, mas que a adesão ficou tão grande que vamos fazer um desafio de times. Serão seis crianças de cada lado. Não será no dia do evento e, sim, na pesagem. Será muito maneiro. Serão lutas casadas de crianças, valendo um ponto cada luta. Ao final, vai ficar definido a equipe campeã e os lutadores vão votar no melhor lutador kids e na melhor luta kids”, contou Jeferson.

Por Fabi Campos

Card até o momento:

Informações para ingressos:

http://www.copapodio.com/eventos/detalhes.php?id=TVRjPQ==#C

Entrevista com o faixa preta de jiu-jitsu Fabio Trindade

O faixa preta de jiu-jitsu Fabio Trindade é considerado um dos maiores nomes da luta amazonense. Com vários títulos nacionais e internacionais, o lutador acaba de conquistar mais uma medalha, desta vez no Mundial GI e NOGI, na Califórnia. Em entrevista ao site NoPodio, o Trindade fala da carreira, da suspensão no EUA e do irmão Diego, confira a entrevista:

NP: Fale da polêmica envolvendo a punição na luta do evento FURY FC.
FT: Fiz a co luta principal na categoria 77kg contra Charlie Ontiveros, considerado um dos melhores desse peso no Texas, inclusive lutou no Bellator. Comecei bem, impondo meu ritmo, estava dominando a luta, botei ele para baixo e comecei um ground pound agressivo, ele tentou um arm lock, frouxo por sinal e fiz a saída, sem querer, pisei de raspão no seu rosto, foi um acidente de trabalho, acontece em todo evento. Ele aproveitou fez uma cena e não voltou para lutar, saindo de colar cervical e carregado. Através desse site www.ffcmma.com , é possível ver tudo, ele realmente é um ótimo ator. O Charlie e a comissão atlética me processaram. Recebi uma carta avisando que seria investigado as circunstancias desse acidente, mais fiquei tranquilo , sempre de consciência limpa. Infelizmente ao fim da investigação, fui processado em cinco mil dólares e sem dinheiro para pagar advogado, fui obrigado a aceitar a culpa e tentar fazer um acordo. Me deram duas opções, um ano suspenso e pagando 2.200 dólares ou pagar 3.750 dólares parcelado e assim poder continuar a lutar MMA nos EUA, aceitei a segunda opção. O estranho é que se eu causei danos irreversíveis em seu rosto e ombro, para toda a vida como foi alegado, como é que dois meses depois, ele já estava lutando?

NP: Fale da conquista no Mundial GI e NOGI .
FT: Saí do Texas e fui para a Califórnia lutar o Mundial GI e NOGI da SJJI, na Pirâmide, em Long Beach. Na competição de kimono acabei perdendo na semifinal, pois já estava há dois meses sem botar o kimono. Eu já sabia que sem kimono seria bem melhor e foi o que aconteceu, fiz três lutas, finalizei a primeira, a segunda venci por 6 a 0 e a final venci por 9 a 2, me tornando bicampeão NOGI 2015/2016.

NP: Alguma luta marcada?
FT: No momento estou sem luta marcada de MMA, mas tenho proposta para lutar na Europa em 2017 e começando a pagar a multa, com certeza serei chamado pelo Fury, RFA ou Legacy .

NP: Quais os projetos futuros?
FT: Volto para a América em Fevereiro e vou continuar lutando de kimono e sem kimono, com certeza MMA também. A última luta que fiz foi no RFA, considerado um dos maiores eventos do mundo. Lutei no card principal contra o quinto do ranking e fiz um lutaço na categoria 77kg, sendo que minha categoria é 70kg. Venci os dois round e meio e por um erro de estratégia acabei perdendo no final do terceiro round. Recebi muitos elogios da organização do evento, gostaram muito da minha luta.

NP: Como você começou a treinar jiu-jitsu?
FT: Comecei a treinar jiu-jitsu em 1997, na academia Monteiro. Eu sempre via o Royce Gracie lutando e queria ser como ele.

NP: Quais seus principais títulos no jiu-jitsu?
FT: Campeão Mundial de jiu-jitsu 2015 SJJIF, Bicampeão Mundial NOGI 2015/2016 SJJIF, quatro medalhas de bronze nos campeonatos Mundiais da IBJJF, tricampeão Brasileiro de jiu-jitsu pela CBJJ, sete vezes campeão Amazonense, Campeão Sul-Americano pela IBJJF, campeão do Open Las Vegas IBJJF, tricampeão Naga de kimono e sem kimono (Las Vegas, Houston, Austin), campeão Five Grappling de kimonon e sem kimono em Dallas Texas .

NP: Como esta seu cartel de lutas no MMA?
FT: Cinco vitórias, três derrotas e uma desclassificação.

NP: Quais as maiores dificuldades que enfrentou ou enfrenta no jiu-jitsu?
FT: As dificuldades são sempre as mesmas, a dificuldade nos patrocínios e a pouca valorização. É por isso que hoje em dia luto mais nos EUA, onde nos somos valorizados de verdade.

NP: Fale do seu irmão Diego Trindade.
FT: Diego, meu irmãozinho. Ia ser melhor que eu, tinha certeza disso. Ele tinha um coração gigante, era uma pessoa do bem, o cara que sempre me incentivou e acreditava muito em mim. Ele falava para todo mundo que “eu era o cara”. Ele falava que era meu fã, sendo que eu era fã dele. Meu maior objetivo é deixar ele orgulhoso, esteja ele onde estiver. Hoje temos o Instituto Diego Trindade que é um projeto social. Fazemos o Natal Solidário, onde entregamos brinquedos e roupas para crianças carentes. Essa era a ideia dele, ajudar pessoas e a minha mãe toca a Instituição, continuando esse sonho. Também fazemos a Copa Diego Trindade, onde as inscrições para as crianças são gratuitas.

NP: Fale das histórias marcantes em sua trajetória na luta.
FT: Ano que vem farei 20 anos de jiu-jitsu e 10 anos no MMA. Tem muita coisa que rolou. Mas o que torna marcante não são os títulos mas servir de exemplo, mostrar que apesar de todas as coisas ruins que acontecem , temos que confiar e nunca desistir. Não sou perfeito, mas tento ser o melhor possível como cidadão. Tento ser como o Diego que era uma pessoa impecável, que ajudava todos, era educado, simpático, engraçado e levava alegria onde estivesse. Uma das coisas mais sinistras que presenciei, foi quando estava como corner do Cyborg, na luta contra o Paige, no Bellator, em Londres. Vi de perto a testa dele afundando e saí do ginásio na ambulância, passei a noite no hospital acompanhando tudo. Na ocasião, faltavam duas semanas para minha luta no RFA, então percebi o quanto é perigoso e traumático o esporte que amamos. Por isso, todos que se submetem a subir no cage para lutar, independente de vitória ou derrota é digno de respeito.

Por: Greici Fernandes

Entrevista com o secretario municipal de Juventude, Esporte e Lazer Luis Neto

Um homem a serviço do povo, assim podemos denominar o secretario municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), Luis Faustino da Costa Neto. Ele tem se destacado pela ótima atuação à frente da Semjel e já pode ser considerado o homem forte da atual gestão municipal. Seus trabalhos tem um diferencial e se destacam pela política com ideal humano, pensamento comunitário e justiça social. Sua trajetória de lutas e glórias são exemplos de vida e de cidadania. Um homem com valores morais, íntegro e ético que muito honra nossa terra. Confira a entrevista concedida ao site NoPodio:

NP: Fale do seu trabalho a frente da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer.
LN: Assumi a secretaria desde abril, mas só fui nomeado em maio deste ano. É um trabalho desafiador, são mais de 700 funcionários, são 188 núcleos esportivos que precisam ser administrados com sabedoria, ouvindo sempre a comunidade. É difícil porque nem sempre a verba é suficiente para recuperar os complexos, campos e praças. Então é muito desafiador porque é preciso fazer muito com o pouco que temos.

NP:  O senhor já foi lutador e tem um olhar diferenciado para os atletas e procura atender a todos que vão em busca de apoio na Semjel. A que o Senhor atribui esse relacionamento diferenciado com a comunidade?
LN: Antes de ser político, eu sempre fui esportista, então peguei muito chá de cadeira, muito “não”, “espera um pouco”, “aguarda aí”, “vamos ver”. Sempre abominei isso, por esse motivo, não quero que as pessoas passem por isso. A minha intenção desde o inicio da gestão foi trabalhar para atender a toda população, fazendo o possível para resolver os problemas de todos, e mais ainda, tentando agradar a toda comunidade. Estamos trabalhando com excelência, o trabalho exige muito de cada um da equipe e o resultado disso tudo é a resposta positiva que estamos tendo. Faço de tudo para que as pessoas que vão até a secretaria sintam-se acolhidas, a minha intenção é valorizar cada atleta. O esporte sempre foi muito discriminado, mas foi graças a ele que cheguei até aqui. Então, meu maior desejo é poder ajudar outros atletas para que tenham futuro em suas modalidades e assim deixar um legado para as novas gerações.

NP: Fale do Programa Bolsa atleta.
LN: São 50 bolsas, no valor de R$ 4 mil mensal por um período de 12 meses. Caso o atleta seja convocado para Jogos Pan-Americanos, Parapan-Americanos, Olímpicos ou Paraolímpicos receberá uma gratificação adicional de R$ 1 mil. É difícil uma capital do Brasil ter isso, pois o país esta passando por crise. Nós conseguimos manter isso e essa vitória é do esporte que cada vez mais caminha unido. Precisamos ter uma linguagem comum para que cada vez mais possamos avançar e ser respeitados. Muita gente ainda tem uma visão negativa do esportista, mas o esporte é uma ferramenta que transforma vidas. Temos exemplos de pessoas que vieram do nada e através do esporte se tornaram ídolos do povo.

NP: Através do trabalho que o senhor vem desenvolvendo na Semjel, percebe-se uma ânsia em atingir uma meta 100% de aproveitamento em sua gestão. Qual a grande dificuldade encontrada para atingir esse percentual?
LN: Sem dúvida o recurso financeiro. Esse não é um problema exclusivo da Semjel, mas de todas as secretarias, prefeituras e governos. Dependemos do governo federal e Manaus foi muito atingida, pois a ex presidente Dilma Roussef tinha no prefeito Arthur Neto um adversário e inimigo, com isso segurava o recurso e penalizava todos os manauaras. Mas hoje essa situação está mudando, no futuro próximo vamos vibrar com as novas conquistas. A gente vê no governo Temer possibilidade de melhorias para Manaus e para todo o país. E se eu continuar a frente da secretaria em 2017, com certeza vamos poder fazer muito mais. Temos muitos projetos e com o orçamento cheio, teremos um ano para trabalhar e colocar em execução todos os planejamentos.

NP: O senhor começou nos tatames e hoje exerce um cargo público importante, a que atribui essa conquista?
LN: Atribuo isso a Deus. Eu não mereço, mas Deus sempre me proporciona muitas bênçãos e me coloca em situações para que eu tenha que provar o quanto sou bom. Quero dar orgulho aos meus pais, tenho que ser referencia aos meus irmãos e preciso mostrar aos meus filhos, que além de um pai esportista, escrevi uma história de luta e dedicação a minha cidade. Eu não estou na Semjel para ser melhor que ninguém, eu compito comigo mesmo, sempre buscando melhorar dia após dia. O que está bom permanece e melhora, o que está ruim a gente tenta substituir. Nós esperamos por ideias de todas as classes do esporte e assim juntos possamos melhorar e fortalecer o esporte. A intenção é escrever uma história limpa e bonita, para que um dia seja registrado nos anais da cidade que passou um esportista de verdade que veio dos tatames e que deu uma parcela positiva para cidade de Manaus.

NP: Há um crescimento significativo nos eventos de luta, como o senhor avalia essa evolução nos eventos realizados?
LN: É um crescimento quantitativo e qualitativo. Podemos observar academias que nasceram como projeto social, professores que aprenderam a dar aula na luta, dando a cara pra bater, porque eram apenas lutadores e hoje são promotores de eventos. Então, vejo de forma muito salutar o crescimento positivo, é isso que faz a permanecia e o fortalecimento do esporte na nossa cidade.

NP: Podemos observar que sua dedicação com a cidade, vai além do esporte, se estendendo a outros serviços do município.
LN: Muitas vezes esqueço que sou secretario e vou ver obra, infraestrutura, saúde, educação, habitação, entre outras situações da cidade, não é porque sou da pasta de esporte que tenho que fechar os olhos para outros segmentos administrativos. Penso que o político deixa de ter identidade e passa a ter o DNA da cidade ou estado, seja qual esfera este inserido. A gente tem que se doar e fazer o bem, sem esperar ser reconhecido ou ter retorno. Se a pessoa não tem prazer no que faz, tem que dá oportunidade para quem tem amor, dedicação e comprometimento com a população.

NP: O senhor se colocou totalmente a disposição da população, não só ao esporte, mas servindo e contribuindo para uma cidade melhor.
LN: Sou grato a oportunidade que o prefeito Arthur Neto me deu em fazer parte da gestão dele e valorizo muito isso, até porque não tenho apadrinhamento político. Então, minha carreira está sendo construída passo a passo, dia após dia. Quero fazer valer meu nome, me dedico à cidade, pago um preço alto, mas é gratificante quando vejo meu nome em uma obra, é o caso do Complexo Esportivo do Santo Antônio, a Mini Vila Olímpica, a Academia da Terceira Idade da Fundação Dr. Thomas, o CSU do Parque Dez, que é o local onde cresci. Todos são locais que foram reformados e fico feliz em contribuir com tudo isso, esse é o maior pagamento que posso receber, é por isso que busco cada dia mais contribuir e fazer o melhor trabalho em prol de Manaus. Fico feliz porque Deus me deu a oportunidade de ser um pequeno colaborador dessa cidade.

NP: Quais os projetos Futuros?
LN: Viver um dia após o outro em paz comigo e com todos que me cercam. Lutar por um futuro melhor para minha vida pessoal e para aqueles que dependem de mim. Quem sabe em 2018 ser deputado estadual. No próximo ano pretendo ministrar aula em universidade, mas isso dependerá do tempo disponível. Quero continuar lutando, gosto de competir e sentir aquela adrenalina, me sinto mais vivo. Tenho muitos planos e espero ter saúde para executa-los.

NP: Como foi o primeiro contato com a luta?
LN: Comecei a treinar aos seis anos de idade por orientação da diretora da escola. Comecei no judô Club, com o professor Vivaldo, que até hoje considero meu mestre. A academia ficava ali no CSU do Parque 10, por isso tenho uma ligação muito forte com o CSU. Aos 14 anos migrei para o jiu-jitsu e passei a treinar na academia Monteiro, onde fiquei até a faixa marrom. Fui graduado a faixa preta na Gracie Humaitá, onde treinei com o Royler, Rickson e Rolcker. Passei uma temporada nos Estados Unidos treinando com o Relson.

NP: O senhor foi considerado um dos maiores nomes do jiu-jitsu amazonense. Fale dos títulos conquistados.
LN: A gente aprende que cada vitória tem uma história. Sou muito grato por cada conquista, pois cada vitória representa um degrau e ninguém chega ao topo sem dar o primeiro passo. O inicio é tão importante quanto o último degrau e se manter no topo exige um cuidado muito grande, porque corremos o risco de descer todos aqueles degraus em um piscar de olhos. O título que considero mais importante foi o primeiro campeonato Amazonense que fui campeão. Na época fui considerado o melhor lutador, pois com apenas 16 anos e faixa verde, finalizei um faixa Roxa na final do campeonato Amazonense. Não posso revelar o nome, pois ele é meu amigo, mas foi meu primeiro título importante, meu primeiro troféu, me consagrei campeão da categoria e absoluto. Depois veio muitas conquistas, na faixa preta, por exemplo, fui cinco vezes campeã Mundial, seis vezes campeão Brasileiro, duas vezes campeão Pan-Americano , três vezes campeão Sul-Americano. Então, Deus me abençoou com muitas conquistas e eu tento compensar todas essas conquistas, fazendo o que gosto da melhor forma possível, ajudando sempre as pessoas.

NP: O senhor pensa em continuar competindo?
LN: Quando tem evento, eu fico me batendo para competir, algumas pessoas até me cobram isso, falam que faço eventos muito bons, mas não luto. Eu fiz minha luta de despedida, depois aceitei a revanche e me despedi por conta do trabalho que toma muito meu tempo. Depois recebi um o convite para lutar o Mundial em Fortaleza, tive oportunidade de participar do Mundial de Lutas Profissionais, fui campeão nas disputas com kimono e sem kimono. Em breve tem mais surpresas.

NP: Fale do calendário esportivo da FAJJE até o final do ano.
LN: Dia 15 de outubro teremos o Festival de jiu-jitsu e também o Sem kimono, dois eventos no mesmo dia. Nos dias 25 e 26 de novembro tem o Grand Slam Amazon Champion jiu-jitsu, que é que a unificação dos títulos amazonenses, juntando atletas da Federação Amazonense de Jiu-jitsu Profissional (FAJJPRO), do meu amigo Bosco Junior, atletas da Federação de jiu-jitsu do Amazonas (FJJAM), do meu amigo Elvys Damasceno e atletas da Federação Amazonense de jiu-jitsu Esportivo (FAJJE). Isso é inédito, é a realização de um sonho. Era um projeto que eu tinha e apresentei aos presidentes das federações para que juntos possamos presentear os atletas com esse título. Os cinturões estão sendo feitos com todo carinho, estou caprichando para dar a esses atletas o que eles merecem. Em dezembro tem a tradicional copa Luis Neto encerrando o calendário da FAJJE.

NP: Essa união entre federações é um feito inédito e hoje na posição que o senhor exerce, observamos que busca cada vez mais a união em prol do esporte.
LN: Isso é natural e salutar. Natural porque éramos três meninos que na época de lutadores havia rivalidade, hoje somos três homens com interesses distintos, queremos nosso esporte unido e fortalecido. Agora a união aconteceu com Elvys e Bosco, futuramente será com Totonho, porque somos da luta e temos que caminhar de mãos dadas, mostrando que somos fortes e somos um. O esporte pode mudar a vida de muitas pessoas, como tem mudado , transformando pessoas em fenômenos e estrelas, como é o caso, do Bibiano Fernandes, Marco “Loro”, Ronaldo Jacaré, José Aldo, enfim, de todos que estão transitando pelo mundo a fora.

NP: Fale dos seminários que irá realizar neste segundo semestre.
LN: Fui convidado por um aluno, o Vagner Lemos, para ministrar seminário na Irlanda, com certeza será uma honra fazer isso. Em dezembro vou ministrar seminário no Acre e em outros estados do Brasil, por onde tenho equipe e juntos vamos fazer a graduação dos atletas.

Texto: Greici Fernandes 

Foto: Divulgação

Entrevista com Samir Nadaf

Em entrevista exclusiva, Samir falou sobre novidades para a 23ª edição do Mr. Cage e o trabalho desenvolvido com os lutadores e eventos realizados no Amazonas. Confira:

NP: Fale sobre as novidades do Mr. Cage 23
SN: Será incrível uma edição ouro com treze lutas, sendo oito defesas de cinturões no mesmo card. Fato inédito. Nossos campeões defendendo contra grandes atletas nacionais e internacionais. Uma produção de primeira, com uma agência respeitada e conceituada de Manaus, a MODE ON EVENTOS. Tenho certeza que vai marcar uma nova era.

NP: São muitos anos promovendo eventos e o Mr. Cage chega a 23ª edição. Como você avalia esses anos de trabalho no meio das lutas?
SN: Não foi fácil. Eu sou faixa preta de jiu-jitsu, pego meu 4º Dan em fevereiro de 2017 e realizo eventos de MMA desde o ano de 2004. Já vi de tudo que você possa imaginar nesse meio, como pessoas que prometem e não cumprem, gente caindo de paraquedas, gente saindo em camburão de polícia, gente copiando as minhas ideias e o pior, gente chegando agora e já querendo sentar na Janela . Eu sou do tempo que ao invés de adesivar ou plotar a lona, cortávamos a logomarcas dos patrocinadores em cartolinas com a tesoura, comprava todas as cores de tintas e pegava o compressor de ar a pistola e pintavas as cartolinas com suas devidas logomarcas . Sou do tempo que meu ring ou meu cage tinha 400 parafusos . Hoje meu ring ou cage não tem nenhum. Sou do tempo que uma lona locomotiva, aquelas do exército, tinha que pintar e era mais de 15 pessoas pra carregar. Hoje minhas lonas são carregadas apenas por uma pessoa. O Mr. Cage tornou-se um evento esportivo premium, com estrutura e organização para garantir conforto e segurança ao público. Nossas lutas sempre estão em primeiro plano, sempre buscando fazer a diferença em cada edição, trazendo os melhores card´s de lutas e atletas do nosso estado e do Brasil. O Mr. Cage tem como objetivo, e tem realizado isso, tornar-se uma referência e ser uma vitrine de lutadores para o Brasil e para o mundo.

NP: Cite alguns lutadores que foram revelados nos teus eventos de MMA?
SN: Fico orgulhoso de ter realizado a 1ª Luta de MMA no Sherdog do nosso campeão José Aldo no ano de 2004. Tem os lutadores amazonenses que estão no UFC e já passaram pelo Mr. Cage, como Diego Brandão, Adriano Martins, Alan Nuget, Dileno Lopes, Ronaldo Jacaré e Ketlen Vieira. Os lutadores Alexandre Capitão e Robert Pato que estão no WSOF. Existem outros atletas que se destacam e estão lutando grandes eventos nacionais e internacionais como Raymison Formiga, Naldo Silva, Gerônimo Mondragon, Erick Silva, Junior Negão, Michel Sassarito, Alexandre Lek Lek, Jordan Rocha, Mario Israel, Ericley Silva, Werllison Galinho, Rany, entre outros.

NP: Quais as maiores dificuldades que você enfrentou para realizar eventos?
SN- Patrocínio, mesmo sendo o esporte que mais cresce no mundo é uma situação cada vez mais difícil. Uma vez no Cassino Fight Club 3, na quadra do colégio CIEC em 2007, um repórter me fez essa pergunta e eu disse que era isso que eu queria pra mim. Hoje estamos aqui.

NP: Fala da tua rotina como empresário das lutas.
SN: São muitas viagens. Eu costumo falar que quem trabalha com o que ama, sempre está de férias. Como atleta, quem me conhece sabe que sou extremamente competitivo. Voltei a competir final de 2015 e 2016 e graças a Deus fui campeão. Ganhei duas lutas casadas e três campeonatos. Eu estava parado desde 2012 quando fui campeão brasileiro. Em relação a eventos, com certeza é o que sei fazer de melhor. No que diz respeito a lutadores, eu adoro fazer um excelente trabalho e no final ver o sorriso no rosto do meu atleta.

NP: Fale sobre seu trabalho como empresário de lutadores.
SN: Comecei a empresariar atletas no final de 2010, sou pioneiro em Manaus como “Manager”. Comecei o trabalho com três atletas, o Adriano Martins, Iliarde Santos e o Mondragon. Eu já tinha os atletas, mas não tinha como chegar. Pesquisei bastante onde e em quem me espelhar ou ter uma conversa. Graças a Deus veio o melhor Manager do mundo, Alex Davis, um cara sério e honesto que me ensinou e me ensina até hoje. Ele gostou tanto que hoje somos sócios.

NP: Como você avalia a participação dos amazonenses no UFC?
SN: Muito boa. Estão de parabéns, aqui é a terra da Luta. José Aldo merecia a revanche imediata e Ronaldo Jacaré já merecia ter lutado pelo título faz tempo. Adriano Martins chegará no cinturão em 2017. Ketlen Vieira vai mostrar porque eu a apelidei de fenômeno.

NP: Como você avalia o crescimento do MMA no Amazonas.
SN: Hoje no Norte existe o MMA antes e depois da era Mr. Cage. Isso é história, as pessoas irão envelhecer e lembrar disso.

NP: Agradecimentos.
SN: Ao meu DEUS, porque sem ele, eu não sou nada. A minha família, aos lutadores, aos amantes de MMA e aos amigos patrocinadores.

Por: Greici Fernandes

Foto : Divulgação

Acompanhe a segunda matéria especial da série “Profissão e Esportes ”.

Praticantes de esportes vão contar várias histórias sobre como suas vidas cruzaram caminhos com a arte suave e outras atividades esportivas. A primeira reportagem contamos a história de André Luiz, empresário, atleta, Missionário e político.

Nesta segunda edição o portal ‘NOPODIO’ vai relatar a rotina de um profissional, faixa preta, praticante de Jiu-jitsu, há aproximadamente vinte anos, que além de atleta e advogado foi escolhido como um dos maiores políticos influentes no Estado do Amazonas. Marco Antônio Souza Ribeiro da Costa, conhecido como “Chico Preto” contou pra gente um pouco sobre sua rotina de treinos, carreira, como começou no esporte e muito mais. Vamos lá?

NP: Como foi que o Jiu-jitsu surgiu na sua vida? Houve algum incentivo?

Chico Preto: O esporte, de um modo geral, sempre esteve presente na minha vida e na minha formação como ser humano. Comecei com a natação, ainda na década de 70, no Olímpico Clube e foi ali que aconteceu meu primeiro contato com o Jiu-jitsu. Através dos professores Aly Jorge Almeida e Alfredo Jacauna Pinheiro nasceu minha admiração e despertou meu interesse pela arte suave. Após um intervalo, retorno ao tatame no ano de 2000 e conquisto a então sonhada faixa preta. Hoje, eu faço parte da família AJ Jiu-jitsu, tendo à frente o mestre faixa preta, André Júlio Franco, que desenvolve um excelente trabalho com crianças, jovens e adultos. No último mês ele foi vice-campeão Mundial de Jiu-jitsu em uma competição em Abu Dhabi.

NP: Hoje, o que o Jiu-jitsu representa na sua vida?

Chico Preto: Essa arte efetivamente se consolidou na minha vida. Na minha concepção e tão comum quanto acordar, levantar e tomar café, assim e a pratica do JJ. É algo que me complementa! Posso dizer que a falta dessa arte marcial, na minha rotina, faz com que o meu organismo receba uma certa cobrança. O JJ representa muito na minha vida, com ele pude aperfeiçoar valores levados da minha família e que hoje foram lapidados.

 

 

 

 

 

 

NP: Você acha que esse esporte pode agregar e trazer algo de positivo na vida de alguém?

Chico Preto: Por mais que a luta, o confronto, seja individual o lugar da pratica, que é um ambiente coletivo, agrega valores, respeito, disciplina, superação, companheirismo. Humildade necessária para você ter humildade na vitória. E também a determinação suficiente ara superar suas fraquezas e debilidade na derrota. É incrível como no treino você vai se moldando, aperfeiçoando e consolidando valores que serão levados para todas as áreas da sua vida. Tudo isso e reflexo da lapidação que o Jiu-jitsu faz.

NP: Além de atleta e advogado, é político também. Você se sente realizado nessas três áreas?

Chico Preto: Sou feliz com tudo o que tenho: Deus, família, profissão, vocação e arte suave. Vejo a minha vida como uma pirâmide: na base, o alicerce é Deus, o piso é a minha família e tenho a política como o meio de me movimentar no sentido de ajudar as pessoas.  A vida só faz sentido se a gente puder tocar as pessoas de alguma forma: como político, faço isso e tem sido muito gratificante. Nos vértices do triângulo, estão o Jiu-jitsu e a advocacia. O Jiu-jitsu me equilibra, me mantém no foco porque me disciplina e a advocacia é a profissão que escolhi e que me realiza como cidadão. Seja na base, seja nos vértices, tenho os amigos que me carregam no colo de vez em quando. Toda essa junção de pessoas, de crenças, de valores me deixa sempre no topo da pirâmide e desse lugar só Deus pode me tirar.

Chico Preto durante treinamento na academia AJ

Chico Preto durante treinamento na academia AJ

NP: Quem foi sua inspiração nessa função de parlamentar?

Chico Preto: Tenho 3 nomes que me inspiraram: O primeiro foi meu pai. Eu comecei a me interessar por política ainda adolescente quando ajudava o meu pai, Chico Preto, na loja que ele tinha no Centro de Manaus. As pessoas entravam na loja para comprar e também para falar de seus problemas. E eu ficava imaginando como poderia ajudar tanta gente. Foi então que decidi ser político. A boa política que pratico ajuda o coletivo e não apenas o individual. Já parlamentar, a minha segunda inspiração foi Abraham Lincoln e sabe por quê? Ele tem uma característica que é muito presente em mim: a persistência. Lincoln perdeu 8 eleições, fracassou nos negócios, teve um colapso nervoso, mas ainda assim não desistiu e se tornou Presidente dos Estados Unidos. Ser parlamentar, atualmente, não é fácil, mas persisto por uma causa maior: defender os interesses de nossa gente. E a terceira inspiração foi o Mestre do Jiu-jitsu, Carlos Gracie. Tem uma frase dele que é minha filosofia de vida: “Sou grande demais pra sentir desassossego, nobre demais pra sentir raiva, forte demais pra sentir temor e feliz demais pra sentir contrariedades”.

A vida é uma luta diária, não são os fortes que vencem sempre, mas aqueles que nunca desistem de lutar. Eu sou a prova viva disso.

Chico Preto e a equipe da academia André Julio / Fotos: Portal NoPodio

NP: Como a mídia social tem mostrado constantemente a sua atuação política. O portal acha interessante que nossos leitores virtuais saibam que a Câmara Municipal tem um vereador que está preocupado em resolver os problemas das pessoas. Conte-nos!

Chico Preto: Eu tenho quase 60 mil seguidores no Facebook e as redes sociais pra mim são uma vitrine em que posso expor a minha atuação como político. Essa aproximação que as redes sociais nos permite ter com o povo é algo fantástico. Procuro de todas as formas responder aos comentários das pessoas e não tenho medo do confronto, nem de desgastar imagem, ao contrário, esse diálogo constante faz com que as pessoas me conheçam profundamente e passem a admirar o trabalho que faço. Não posso também deixar de citar e agradecer a todos os jornais impressos, telejornais, blogs e rádios locais  que têm sido divulgadores de minhas ações na Câmara. Confesso que a cada dia fico mais encantado com o profissionalismo e a competência de nossos jornalistas, comunicadores, repórteres e entrevistadores. Nossa cidade só tem a ganhar com profissionais tão qualificados.

NP: Através da política você já apoiou algum projeto voltado para o esporte local?

Chico Preto: Sempre que posso apoio tudo o que é voltado para a prática do esporte. Atualmente, tenho um projeto grandioso que é abrir as quadras de esporte das escolas municipais, depois do expediente e nos finais de semana, para a comunidade. Com o acompanhamento de profissionais da educação física, psicólogos e assistentes sociais, as nossas crianças e jovens teriam um lugar seguro, longe das drogas, para se identificar com um esporte, seja luta, futebol, vôlei, atletismo, handebol, futsal, basquetebol, dança, qualquer atividade que envolva movimento e que possa dar prazer aos nossos meninos e meninas de quererem estar e cuidar da escola.

Estamos em processo final de construção e vamos atrás de viabilizar isso junto aos órgãos competentes.

Também quando deputado, tive a oportunidade de direcionar orçamento para a distribuição de alguns equipamentos e consegui alcançar mais de 100 academias no Amazonas. Isso foi muito gratificante.

 

NP: Que mensagem você gostaria de deixar, para todos os leitores internautas do site que vão ter acesso a sua entrevista e, aos jovens que estão ingressando no Jiu-jitsu?

Chico Preto: Tem uma máxima do Jiu-jitsu que diz assim: “Enquanto para muitos o chão é o fim, para nós, é só o começo da luta”. Qualquer esporte ensina a ter disciplina e, principalmente, a focar naquilo que queremos conquistar seja individualmente, seja em equipe.

Ora, não há lição maior pra vida: focar nos nossos objetivos. Quando sabemos aonde queremos chegar, ainda que estejamos no chão, a gente levanta e segue em frente, ninguém pode nos parar.

O portal “NoPódio” agradece desde já o vereador e atleta Chico Preto pela entrevista concedida e parabeniza seu trabalho e o conjunto de conhecimento que nos foi dado.

E você, quem gostaria de ver por aqui?

Por Fabricia Campos

 

 

 

 

Entrevista com Henrique Gilona, o excepcional Personal Trainer e preparador de atletas bodybuilding de Manaus.

O treinamento com um Personal Trainer virou moda nas academias de Manaus e em outros lugares distintos para o público que deseja chegar à perfeição do corpo. Junto com essa ideia, o estilo Bodybuilding vem conquistando todo Brasil. É uma das atividades mais praticadas em outros países e aqui na capital está alcançando cada vez mais praticantes. A equipe do portal “Nopodio” foi até a academia For Fitness, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul, para conversar com o especialista no assunto, o personal trainer Henrique Gilona, 35.
Com 16 anos de profissão, ele é formado em Educação Física pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), além de ter especializações na prática do Bodybuilding e em Técnica de Musculação.

Confira a entrevista!

NP: Como surgiu a ideia do fisiculturismo na sua vida?
H.G: Surgiu há uns 12 anos em uma academia na qual eu trabalhava como professor. Naquele lugar eu tive o prazer de conhecer um fisiculturista chamado Vicente Ribeiro. Ele foi o meu tutor e me ensinou a prática do fisiculturismo, do bodybuilding e as dicas de como modificar o corpo de uma pessoa de maneira saudável. Ele me fez agregar muito conhecimento em minha vida profissional e pessoal. Como o fisiculturismo é a arte de modificar o corpo e eu já havia entrado nesse mundo, fui me especializar fazendo cursos em outros Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados. Com isso eu fui vendo o que realmente era o bodybuilding e entendendo a magia de modificar um corpo sem utilizar uma prática cirúrgica. Exemplos disso seria pegar uma pessoa acima do peso e deixá-la com o corpo perfeito, assim como trabalhar em uma mulher que não tem glúteos definidos e deixá-la com o bumbum “na nuca”.

NP: Como surgiu a “ForFitness”, o espaço para trabalhar com o fisiculturismo?
H.G: Nasceu da necessidade de pôr em prática a minha aprendizagem. Eu passei por várias academias em Manaus como La Fuerza, Cagin, Cheik Clube, Cia Athlética, Atlética Manaus, entre outras e quando surgiu a ideia meu nome foi crescendo, fui me tornando treinador até à minha formação de coach, que é um preparador para atletas de alto rendimento. Quando eu montei a “ForFitness”, há uns cinco anos, eu desejava que ela não fosse apenas uma academia normal como as outras, mas um espaço destinado tanto para treinos de atletas como para pessoas que simplesmente queriam praticar a musculação. Eu já tinha uma equipe de amigos, que eram atletas ligados ao fisiculturismo e acompanhavam o meu trabalho desde 2011. O Joel, Fabio “Filhão”, Denis “Bambam” e Diego, formaram a minha primeira equipe no campeonato Amazonense de fisiculturismo que aconteceu no Teatro Direcional do Manauara e acabamos levando êxito. Desde então crescemos com a preparação de atletas. Após cinco anos de trabalho eu tenho 32 atletas profissionais que participam de competições dentro e fora do país, entre eles sete mulheres. A minha principal atleta é a Jacqueline Uchoa, que é a “Top 10” do Campeonato Brasileiro, onde competiu com 42 mulheres. E tem a Nathalia Leitão que também esta no ranking brasileiro. Entre os atletas masculinos tem o Denis Bambam que é o sexto melhor da América Latina e segundo melhor do Brasil na categoria 80kg, além do Rodrigo Barbosa, que ocupa o oitavo lugar deste ranking.

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NP: Observamos que você tem um público feminino muito grande aqui na capital, sendo inclusive conhecido como um grande preparador de mulheres. Fale desse trabalho destinado ao público feminino?
H.G: Após o crescimento da academia para preparação de atletas, eu trabalhava apenas com homens e, no meio do caminho, no ano de 2009, eu trabalhei com uma mulher, como um experimento, e consegui que ela modificasse todo o corpo dela. Quando aconteceu essa mudança, eu divulguei nas redes sociais e a procura do público feminino foi muito grande. Foi uma explosão! Hoje sou conhecido como preparador de mulheres, sendo elas atletas ou não. Tenho um público extenso e tenho o prazer de atender todas as classes como empresários, universitários, donas de casas e outras pessoas que buscam pelo corpo perfeito. Atualmente eu atendo uma faixa de 42 a 52 mulheres. Eu trabalho fazendo consultoria externa na sede da “ForFitness”.

Qual o diferencial para conseguir a perfeição do corpo e qual o caminho para esse funcionamento? Qual é a ideia que você apresenta para um cliente que procura seu serviço e que está fora de forma?
H.G: Quando uma pessoa chega comigo querendo uma modificação corporal, primeiramente Deixo a pessoa consciente de que essa mudança não vai ser como uma mágica, mas sim um trabalho duro, árduo, principalmente de treinamento psicológico, porque a cliente precisa entender que deve ter uma alimentação correta, disciplina, horários corretos de sono e de treinos. Procuro saber qual o objetivo da pessoa para  fazer o acompanhamento certo. Onde preciso ter confiança no meu aluno e o aluno precisa confiar também no meu trabalho. Qualquer pessoa pode se tornar um bodybuilding, mas será que está preparada psicologicamente para ser este tipo de atleta? É um esporte como todos os outros, mas tem que ter dedicação e a mente precisa ser trabalhada. O meu treino é periodizado, diário ou semanal. Quando chega no período de competição, eu exijo que o meu atleta treine de domingo a domingo. Em relação ao caminho para esse funcionamento, sabemos que a musculação não trabalha sozinha, por isso eu tenho uma equipe que caminha junto comigo, uma parceria com outros amigos profissionais. Dentre eles temos: Thiago Veríssimo que é endocrinologista e trabalha com a parte alimentar e hormonal do meu aluno; o fisioterapeuta Elias que faz a parte da fibra muscular dos atletas, massagistas, nutricionistas, lojas de suplementos; entre outros parceiros.

Qual o espaço de tempo e treino para começar a ver os resultados em um bodybuilding?
H.G :Quando o treino é de alto rendimento em uma pessoa que já está na área, ela apresenta um resultado entre 20 e 25 dias. Quando é alguém que está iniciando no esporte, há um tempo maior para que os resultados sejam visíveis, o que gira em torno de três a quatro meses. Esse trabalho é chamado de construção muscular e, ao fim desse trabalho, inicia-se um outro período, a lapidação do corpo, conhecida como definição. A preparação de um atleta requer um período de oito meses a um ano, ou seja, não há resultados do dia pra noite. A busca pelo corpo perfeito está tão grande que as pessoas estão confundindo tempo de treino com tempo do calendário, isto é, em todo trabalho existem etapas, então o aluno tem que passar pela adaptação, construção muscular, definição e aí sim poder obter um resultado final satisfatório. Mas as pessoas estão pulando as etapas e com isso acabam sendo prejudicadas, principalmente fisicamente.

NP: Como o cliente faz para procurar o seu serviço e onde encontrar a ForFitness?
H.G :A nossa academia está de portas abertas a todos e funciona de segunda a sexta de 6h às 23h e aos sábados até às 12h. Fica situada na Rua Rio Javari, 680, Conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças. Contato: (92) 98180-8791. E-mail: [email protected]

Por Fabrícia Campos

Fotos: Divulgação

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Entrevista com o faixa preta de jiu-jitsu Kiki Melo

Em entrevista concedia ao site, o faixa preta da Nova União Kiki Melo, 35, conta sua trajetória no jiu-jitsu, o trabalho desenvolvido em Lausanne e declara toda admiração ao pai, Cosmo Dias. Confira:

NP: Fale do seu trabalho com o jiu-jítsu na Suíça?
KIKI: Hoje eu desenvolvo um trabalho na cidade de Lausanne, na Suíça. Estou bem feliz com os resultados. Acredito que venho contribuindo de uma forma muito positiva para o desenvolvimento do jiu-jitsu aqui. Morar fora me proporciona a oportunidade de entender uma nova cultura ,aprender uma nova língua ,fazer amizades e realizar sonhos . Recentemente abrimos mais uma filial na Bósnia e cada dia que passa vamos ganhando nosso espaço. Também tenho um aluno chamado Juancho, na cidade de Puerto Ordaz , na Venezuela.

NP: Quais os projetos para o segundo semestre de 2016?
KIKI: No segundo semestre pretendo participar de mais competições, algo que voltei a fazer recentemente e estou muito motivado para voltar a lutar. Vou continuar trabalhando muito, para que a nossa academia cresça cada vez mais e quem sabe ir ao Brasil ver minha família, amigos e aprender jiu-jitsu com amigos.

NP: Como surgiu a oportunidade de morar no exterior ?
KIKI: A oportunidade foi através do Neto Cortez, ele abriu as portas para mim na Venezuela, isso é algo que serei eternamente grato. Depois eu ganhei o mundo, até hoje sigo viajando levando comigo o que aprendi nesses 30 anos de jiu-jitsu e buscando fazer as pessoas mais felizes através do jiu-jitsu.

NP: Fale de sua rotina na Suíça.
KIKI: Tive que me adaptar a Suíça, senti muito devido ao longo tempo de frio aqui e também a cultura diferente. Hoje estou bem adaptado. Dou aula segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira, nos horários de 12h e 19h, no sábado às 17h. Terça-feira e quinta-feira eu tiro um tempo pra mim e também para os treinos.

NP: O que o jiu-jítsu representa na sua vida ?
KIKI: Jiu-Jitsu é minha vida e minha vida é o jiu-jitsu. Digo sempre que o jiu-jitsu que me escolheu. Eu vejo o Kimono como minha segunda pele, já são 30 anos fazendo a mesma coisa e quero poder fazer a vida toda. Tudo que tenho e sou , devo ao jiu-jitsu, eu durmo e acordo pensando em jiu-jitsu. Se hoje tenho uma vida melhor, se conheço o mundo e a quantidade de amigos que tenho espalhado pelo mundo, devo isso ao jiu-jitsu . Busco ser sempre grato, tentando passar tudo que aprendi, de uma forma honesta e muito verdadeira . Acredito que o esporte ajudou a moldar o homem que sou hoje, sendo pontual ,respeitador, batalhador, sabendo que não somos nada sozinho, sabendo valorizar o próximo e respeitando a nossa casa que é o tatame. Sempre digo que devemos deixar o jiu-jitsu fazer parte da nossa vida e assim seremos pessoas mais felizes.

NP: Seu pai ê um dos maiores nomes do jiu-jítsu no Amazonas. Fale do Seu Cosmo Dias.
KIKI: Meu pai é o maior exemplo de pessoa. Pai, amigo e atleta. Eu não conheço e nunca vou conhecer alguém como ele, que ame tanto o nosso esporte e que viva de uma forma tão plena como ele. Sempre que nos falamos , eu agradeço por ele ter me dado esse oportunidade de conhecer o Jiu-Jitsu e de mudar a nossa vida. Um pai que nunca precisou gritar dentro de casa, porque os seus exemplos valem mais que tudo. Um atleta que tá sempre disposto a aprender, treinar e ajudar os amigos nos treinos. Às vezes me pergunto se ele nasceu em uma época certa ou errada, porque se ele tem 25 anos, não tenho dúvida que seria o maior lutador de todos os tempos , porém, tudo é no tempo de Deus. Tenho a certeza que ele é um grande exemplo, nosso “samurai da Amazônia”.

NP: Quais os títulos conquistados como lutador
KIKI: Fui seis vezes campeão Osvaldo Alves, quatro vezes campeão Amazonense , campeão Brasileiro CBJJ 98, campeão mundial 2000 IBJJF, campeão Paulista 2000, campeão Mundial 2001 IBJJF, campeão Copa do mundo de 2002, campeão Copa do mundo 2003, campeão Norte Nordeste 2003, campeão Copa do mundo 2004, campeão Brasileiro de luta olímpica 2001, bi- Campeão do Bitet Combat “MMA” e campeão do Open Zurich 2016.

NP: Você vem de uma família apaixonada por jiu-jítsu , Fala dessa relação de vocês com a luta.
KIKI: Acredito que nosso primeiro presente foi o Kimono e o jiu-jitsu é nossa vida. Não tínhamos muitas escolhas na nossa casa, por isso, digo que somos abençoados, porque muito novo o jiu-jitsu nos escolhe para caminharmos juntos. Hoje meus irmãos desenvolvem um grande projeto no nosso bairro Alvorada 1, levando a mesma oportunidade as crianças do bairro e quem sabe não teremos outros grandes atletas. Nossa maior meta é termos pessoas de bem e que possam dar continuidade ao jiu-jitsu.

NP: Você se sente realizado ou ainda falta conquistar algo ?
KIKI: Eu sou realizado. Tenho tudo que uma pessoa pode desejar e isso através do esporte . Mas ainda quero realizar muitas coisas, poder seguir contribuindo para o crescimento do esporte, também em breve vou sair para filmar um documentário sobre o jiu-jitsu , algo que não posso falar muito. Hoje busco ajudar as pessoas , para que elas tenham uma vida melhor que a minha. Ainda quero poder dar a volta ao mundo com meu Kimono.

NP: Conte um fato marcante no jiu-jitsu.
KIKI: Tenho muitas histórias, até porque estou há muito tempo no esporte. Mas, o dia que peguei a faixa preta foi especial. Eu morava na academia e um amigo me chamou para dormir na casa dele. Nesse dia ia ocorrer a seletiva para o campeonato Mundial, onde escolheriam os melhores da Nova-União. Eu tinha acabado de pegar a faixa marrom e não teria a seletiva pra mim, então aproveitei para dormir um pouco mais. O Dede Pederneiras me ligou e disse para eu ir na academia fazer a seletiva . Eu estava cansado e voltei a dormir . Dede liga de novo e me brigou. Então, eu fui para academia e ele me chama no meio do tatame. Fiquei sem entender e quando vi ele amarrou a faixa preta na minha cintura . Fiquei perdido e sem saber o que fazer, porque eu só tinha 25 dias de faixa marrom. Lutei o campeonato Mundial de 2001 e finalizei todo mundo, fechei a categoria com um companheiro de equipe. Foi um momento muito especial, porque quando eu tinha 15 anos, eu falei ao meu pai que com 19 ou 20 anos eu seria faixa preta e na minha época não era normal e muito menos ficar tão pouco tempo em uma faixa. Acreditei , trabalhei muito e consegui.

NP: Fale das dificuldades que enfrentou.
KIKI: Dificuldades foram muitas, até porque venho de uma família pobre , mas meu pai e meu professor Nonato Machado nunca me deixaram faltar nada. Também tive grandes amigos que me ajudaram, Nyton, Allan Kardec, Marcos Loro, Dr Waldir, tia Denize e tio Arlindo,Tia Rosa e Tio Hamilton. Mas acho que minha maior dificuldade foi ir embora de casa, morar sozinho no Rio de Janeiro e com pouco dinheiro. Apesar da vida simples que eu tinha em Manaus, eu tinha amigos e família perto, já no Rio de Janeiro tudo era mais difícil. Foram anos que amadureci muito como pessoa e atleta.

Por: Greici Fernandes

Exclusivo – Naldo Silva feliz pela oportunidade de disputar o cinturão do WSOF: “Ninguém vai me parar”

Por: Dario Ferrari (TV Fight)

O melhor peso-galo do Brasil durante um bom tempo, Josenaldo Silva irá fazer sua estreia internacional no próximo sábado (31), onde irá enfrentar seu compatriota e atual campeão da divisão até 61kg do MMA World Series Of Fighting Marlon Moraes, na edição de número 34 da franquia presidida pela lenda do K-1 e ex-lutador de MMA Ray Sefo que acontecerá na The Theater at MSG em Nova York, nos Estados Unidos.

Em entrevista exclusiva à TV Fight no último domingo (25), Natal em todo o mundo e enquanto ainda estava no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro antes de embarcar para treinar em Las Vegas, Nevada, Estados Unidos juntamente com o também brasileiro e ex-campeão da categoria peso-pena do WSOF Alexandre “Capitão”, Naldo falou sobre sua essa estreia internacional em um dos maiores eventos do mundo.

“Estou mega feliz com essa oportunidade. Estou a anos nessa caminhada e agora, chego para estrear em uma luta desse calibre. Não estou nada incomodado com o tamanho disso e nem contra o Marlon Moraes. É o meu sonho, e ninguém vai me parar agora. Estou indo para Las Vegas primeiro, chego em Nova York na terça-feira. Vou terminar de retirar o peso, o ex-campeão dos penas Alexandre ‘Capitão’. Fiz um excelente camp junto com o John Lineker (atleta do UFC), que luta dia 30 agora contra os ex-campeão dos galos de lá, o TJ Dillashaw, nosso time estava muito bom, foi um camp específico para nós, que temos luta super importantes em nossas carreiras”, revelou o desafiante ao cinturão da categoria peso-galo.

Comentou também que continuará sendo o mesmo Naldo que estamos acostumados a ver, sempre impondo seu jogo e sendo agressivo e elogiou o seu rival.

“Como em todas as minhas lutas vou impor meu jogo, sou um lutador agressivo e muito técnico. Se eu encontrar brechas no jogo dele, vou tentar nocautear com certeza. Ele é um lutador completo, é sim, mas eu vim de baixo e sei o que é sofrer por esses esporte, já passei muita coisa nessa minha vida para chegar aonde estou agora e não vou desperdiçar essa grande oportunidade, vou para cima dele”, analisou.

A felicidade de Naldo estava visível em suas palavras e ele fez questão de agradecer a todos que o apoiaram nessa trajetória.

“Quero agradecer a Jesus Cristo, a Deus, Glória a Deus. A meus patrocinadores, MPBJJ, Hospital Samel, Governo do Estado do Amazonas, Prefeitura de Manaus, BV Pet Maria, Clínica São Lucas, Stars BJJ USA, BV Team Suplementos, Cliapes e é claro, um agradecimento especial a minha família, que está comigo nesses nove anos de carreira, a minha esposa Rafaela Silva, meus filhos Vitória e Gabriel, faço tudo em prol deles, minha esposa merece muito, é uma guerreira que está comigo nesses nove anos, guerreando comigo em busca do meu sonho, nunca desistiu de mim. Quantas vezes eu tive dificuldade em estar correndo atrás para ser um lutador profissional e ser reconhecido aqui no país. Esse agradecimento em especial é para eles, pois se eu estou aqui hoje, é porque eles são mais guerreiros que eu, são minha base e meu alicerce”, finalizou.

 

Entrevista com o presidente da Federação Amazonense de Jiu-Jitsu Profissional (FAJJPRO) Bosco Junior

Bosco Junior,  35 anos, formado em educação física, empresário e presidente da Federação Amazonense de jiu-jitsu Profissional (FAJJPRO),  vem desenvolvendo um trabalho sério e com qualidade , contribuindo com o crescimento do esporte no Amazonas. Confira a entrevista concedida ao site No Podio.

NP: Como surgiu a ideia de criar a Federação Amazonense de Jiu-Jitsu Profissional (FAJJPRO) ?

BJ: No ano de 2013, observando o trabalho dos gestores de outras federações mais antigas, resolvi criar a FAJJPRO com o objetivo de dar suporte e apoio aos atletas do jiu-jitsu. Sabemos que o atleta tem custos como transporte, kimono, suplementos e outras despesas. Então, além da medalha e troféu, a FAJJPRO visa a bonificação em dinheiro. Estamos fazendo um trabalho diferenciado e bem focado. Hoje 90 % da equipe de apoio e colaboradores, são formados em educação física e os 10% são acadêmicos de educação física. São pessoas que trabalham sério, são remuneradas e querem o crescimento do esporte. Somos a primeira Federação a implantar um sistema para fazer a inscrição on line, dessa forma o atleta tem uma facilidade maior, pois o sistema é 24h, se por um acaso o atleta, não fizer on line, pode fazer na sede da federação, que fica aberta de segunda a sexta-feira, no horário comercial, e até mesmo no fim de semana, pois se o atleta precisar estamos prontos para atender.

NP: Quais os principais campeonatos realizados pela FAJJPRO?

BJ: O Open Japiim de jiu-jitsu Profissional, Campeonato Amazonense de Jiu-Jitsu Profissional, Copa Butika de Jiu-Jitsu Profissional, Copa Juventude, Copa Cidade de Manaus. Todos esses eventos valem ponto para o ranking por equipe. Há cinco anos atrás, antes de fundar a federação, eu e o Rodrigo Pinheiro tivemos a ideia de doar kimonos e tatames para as academias que precisavam. Na ocasião, escolhemos dez academias. Depois que fundei a Federação, resolvi continuar o projeto, mas resolvi fazer o ranking por equipes, homenageando os professores e ao mesmo tempo beneficiando os atletas. Esse ano, por exemplo, serão doados dez placas de tatame e cinco kimonos. Serão dez equipes contempladas com essa premiação.

NP: Fala do seu trabalho ajudando atletas e projetos.

BJ: Quando eu era atleta, eu não tinha esses benefícios, minha mãe que comprava meus kimonos e pagava parcelado. Hoje em dia, eu tenho acesso a esses materiais e com uma facilidade tão grande. Então quando vejo alguém com dificuldade para conseguir esse material, eu ajudo. Não costumo expor essas doações, mas as vezes eu divulgo para que outras pessoas se sensibilizem e façam o mesmo, gerando a corrente do bem. Compro kimonos e ajudo algumas crianças, ajudo alguns projetos, até mesmo quando vou em locais bem carentes e percebo as condições precárias, com atletas treinando em cima de colchão e papelão velho, faço doação de tatame. Eu dou a ferramenta e deixo eles desenvolverem o resto. Esse é um trabalho gratificante que venho desenvolvendo.

NP: Fale do trabalho voluntário que você desenvolve na Associação Pestalozzi.

BJ: Faço esse trabalho voluntário na Associação Pestalozzi do Amazonas, levando um pouco de alegria e ajuda as crianças. As vezes retiro uma porcetagem do valor das inscrições para fazer a doação e assim poder contribuir com a instituição.

NP: Como você começou a treinar ?

BJ: Comecei a treinar karatê em 1988, aos 8 anos de idade, na academia Noguchi, na época que eu assistia aqueles filmes do Bruce Lee. Em 1990 comecei a treinar judô com o professor Rildo Heros e também treinava jiu-jitsu com o Alessandro “Xuxete” no Colégio Objetivo. No ano de 1994 fui treinar no Orley Lobato e quando ele fechou a academia migrei para a Agenor Alves que também fechou. Só depois fui treinar no Club Pina, onde permaneço até hoje. Nunca  saí do Japiim para treinar em outra academia, sempre fui fiel ao Japiim e aos professores desse bairro. Saí das academias do Orley e Agenor Alves porque os professores fecharam as academias para desenvolver outro trabalho.

NP: Como você avalia a realização de muitos campeonatos no mesmo dia ?

BJ: Criei um grupo de watsapp com os professores e organizadores de eventos para que dessa forma todos possam se organizar e não conflitar as datas dos eventos. É um direito do professor que é filiado querer fazer um campeonato interno para ganhar dinheiro e reformar a academia, entre outras despesas. Mas hoje em dia tem muito oportunista, gente que nem é do jiu-jitsu querendo fazer evento e acaba atrapalhando quem realmente faz um ótimo trabalho.

NP: Qual a sua opinião sobre as academias que se juntam para vencer campeonato ?

BJ: Em relação as academias que se juntam para vencer  campeonato, eu não posso proibir, mas penso que os professores deveriam ter consciência e se querem seu nome exaltado e mostrar seu trabalho, tem que lutar por sua bandeira, assim o trabalho será reconhecido. O professor tem que formar o seu campeão. Outra situação que acontece muito, são os lutadores que chegam na semifinal, combinam de fechar categoria e dividir o dinheiro. Isso perde o brilho de antigamente, aquele espirito competitivo, aquela rivalidade.  Desanimamos com esses fatos. Pessoas de academias diferentes combinando resultados, querendo medalhas para dizer que fecharam categoria, isso está errado. Não permitirei mais esse tipo de combinação, “ou tem luta, ou não tem dinheiro”.

NP: Fale dos projetos futuros.

BJ: Na Copa Cidade de Manaus espero reunir cerca de 1.500 atletas para fechar com chave de ouro o calendário da FAJJPRO. Agora estou visando o jiu-jitsu sem kimono, porque é uma competição que os atletas solicitam muito, por esse motivo criei o Amazon Warrios Nogi que já vai para a terceira edição. Esse foi o primeiro evento no Norte do Brasil a ter um cinturão profissional , além da premiação em dinheiro e o certificado de campeão. O Amazon Warriors Nogi veio para ficar e logo contaremos com pessoas de outros países para lutar esse evento.

NP: Agradecimentos .

BJ: Agradeço aos empresários e aos amigos que acreditaram em mim desde o inicio, não citarei nomes, porque são muitos. Desde aquele amigo que treinava comigo e ajudava, ao amigo dono de lanchonete e dono de restaurante, o  pequeno e o grande empresário. Todos foram fundamentais para que eu estivesse onde estou hoje.

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Entrevista com Sammy Dias

Sammy Dias, 34, casado com Alessandra Longh e pai do Sammy Dias Júnior, se consagra como um dos maiores nomes no mundo das lutas. Criador dos eventos Amazon Talent, Rei da Selva e Gladiators Fight, o empresário que tem como característica a humildade e simplicidade declara que a família é a base de tudo e revela todas as novidades em um bate papo exclusivo. Confira:

NP: Fale das novidades do Gladiador Fight.
SD: Essa será a terceira edição, o card está recheado de atletas com muita qualidade. Alguns atletas amazonenses estão em outras cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, fazendo camping para lutar esse evento grandioso. Com certeza vai ser um grande evento e o público vai gostar muito.

NP: Fale das novidades para o Amazon Talent?
SD: O Card está definido e contará com grandes atletas. Esse é um evento conhecido por revelar novos talentos e chega a quinta edição se consolidando como um dos eventos mais organizados já realizado em Manaus.

NP: As lutas femininas caíram no gosto do público. Como você avalia a participação das mulheres no MMA?
SD: A participação das mulheres no MMA é bastante grandiosa. Desde quando começamos a colocar mulheres para lutar, a pedida do público só aumenta, porque a aceitação foi imediata. O público gosta desses combates.

NP: Fale sobre a SD Produções?
SD: A SD Produções foi criada em parceria com meu sócio Diogo Dutra, com o objetivo de formatar e profissionalizar ainda mais os eventos. É uma empresa que veio para trabalhar com eventos esportivos e está sendo bastante indicada pelos organizadores para fazer as produções dos eventos. É uma empresa experiente no ramo e que esta aberta aos amigos e demais promotores que precisam de auxilio.

NP: O rei da selva chegou a sétima edição, se consolidando como um dos maiores eventos de MMA do Amazonas. Como você avalia a evolução dessas sete edições?
SD: O Rei da Selva é um evento do povo, criado dentro da nossa região para agradar todos os gostos. A sétima edição foi um sucesso. Ficamos satisfeito como promotor do evento e a cada edição procuramos melhorar e evoluir. A próxima edição será realizada em Novembro ou Dezembro e contará com grandes novidades, sempre trazendo atletas de fora para lutar contra atletas de Manaus.

NP: Você é um grande nome no esporte, respeitado como professor e empresário. Se sente realizado ou falta algo?
SD: Eu sou uma pessoa comum, tentando fazer algo pelo esporte e por muitos amigos que atuam nas lutas. Tenho muitos planos que podem ajudar vários amigos e atletas das diversas academias e tenho certeza que em breve realizarei tudo isso. Fico feliz em poder ajudar, recebo muitos atletas pedindo oportunidade para mostrar o trabalho. Muitos desses lutadores, após passarem por nossos eventos, já conseguem patrocínio e oportunidade de lutar eventos a nível nacional. Isso é gratificante. Por isso, continuamos os trabalhos, para alcançar varias etapas e contribuir com o esporte.

NP: Conte um pouco sobre sua história no Jiu-jitsu.
SD: Comecei a treinar a com 14 anos através de amigos do bairro que moro e até hoje tenho os mesmos professores que são Hélio Resende e Artemilton Bezerra, nosso grande mestre Jorge Willian, o “Lilinho”. Até hoje levo pra minha vida tudo que aprendi como respeito, transparência e honestidade. O Jiu-jitsu foi uma forma de me tornar um grande homem, grande cidadão e eu aprendendo a cada dia mais com essa luta.

NP: Fala de sua equipe de MMA.
SD: Estamos com uma estrutura muito boa e ótimos atletas. Alguns são grandes nomes na região norte e nordeste e muitos deles são atletas rankiados a nível nacional, disputando cinturões em eventos nacionais e internacionais.

NP: Agradecimentos
SD: Agradecer a todo que me acompanham, ajudam e incentivam com palavras. Sempre coloco Deus em primeiro lugar, é ele quem me concede saúde e sabedoria para escolher o caminho certo. Agradeço a equipe do site Nopódio pela oportunidade.

Por: Greici Fernandes

Foto: Thiago Ferreira