Matérias

Em São Paulo, alunos da academia Monteiro trazem medalhas para o Amazonas

Três atletas da Academia Monteiro, filial União da Vitória, conquistaram 3 medalhas no Campeonato Brasileiro de Jiu-jitsu

Gilvana Barroso, 15, Lívia Gabrieli, 15, e Pedro Lucas, de 10 anos, competiram no último domingo, dia 23, em Barueri, São Paulo, o Campeonato Brasileiro de Jiu-jitsu e trouxeram Ouro e Prata para o Estado do Amazonas. A atleta Lívia, que ganhou a medalha de ouro, é faixa laranja. Pedro e Gilvana, ambos conquistaram prata, respectivamente são da categoria faixas amarela e laranja.

De acordo com Leandro Lucas, Professor da Academia Monteiro União da Vitória e do projeto “Diego Trindade”, mesmo com poucos recursos e com ajuda de rifas os alunos conseguiram um bom lugar no pódio. “O resultado dessa competição para meus alunos é uma grande conquista. Receber essas medalhas da maior competição mundial do esporte é uma vitória. Além deles, ainda tenho os atletas Alessandro Laborda, Caique Xavier e Ester Souza que também representarão o Amazonas, desta vez na categoria adulto”, ressaltou Leandro.

O evento é organizado pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu e acontece desde o dia 23 de abril, no Ginásio Poliesportivo José Corrêa, e segue até o dia 30. A competição deve reunir 4.750 atletas de diversas faixas e categorias.

Por Fabrícia Campos

Fotos: Divulgação

 

Projeto “Made in Amazonas” tem continuidade e profissionaliza mais dois atletas

Alison de Oliveira e Rafael Rennardy assinaram contrato com o Nacional e reforçam o Leão da Vila Municipal durante o triênio 2017-2020.

Depois de brilharem na categoria de base do Nacional Futebol Clube, dois atletas do projeto “Made in Amazonas” tiveram a oportunidade de assinar o contrato profissional com o clube na última terça-feira, dia 18. Alison de Oliveira e Rafael Rennardy agora passam a integrar o plantel profissional do Leão da Vila Municipal e terão uma longa jornada pela frente com a camisa azulina: serão três anos de muito trabalho duro e grandes vitórias.

Projeto “Made in Amazonas”. (Foto: Lorena Furtado)

De acordo com o volante Alison, tornar-se profissional pelo Nacional é um passo muito importante em sua carreira. “Sempre lutei para ter o meu trabalho reconhecido e fico muito feliz por todo esforço ter valido à pena. A diretoria do clube foi muito acolhedora e acreditou no meu potencial e no dos meus colegas de equipe, de modo que hoje posso afirmar que sou um atleta profissional e de alto rendimento, graças a Deus”, destacou.

Volante Alison – Projeto “Made in Amazonas”. (Foto: Lorena Furtado)

Rafael Rennardy, que joga no ataque do Leão da Vila Municipal afirma que a profissionalização é um sonho realizado e que vai fazer de tudo para retribuir a confiança em seu trabalho. “Ser contratado pelo Naça é a concretização de algo que eu sempre sonhei, porque sou torcedor nacionalino desde criança e sempre batalhei muito para que eu pudesse ter uma chance na equipe. Agora mais do que nunca a vontade de vencer por esse time que tanto amo será o meu direcionamento para ajudar a equipe e dar o meu melhor em cada partida jogada com o manto azulino”, ressaltou.

Rafael Rennardy – Atacante do Naça (Foto: Antônio Dias)

Os jogadores fecharam contrato com o Nacional até 2020 e, de acordo com o diretor de futebol, José Reis, os jovens guerreiros tem um grande futuro. “Desde fevereiro eles estão conosco, logo que o projeto “Made in Amazonas” foi lançado, e cada vez mais eles vem mostrando competência e talento. Tenho certeza que, se continuarem nesse ritmo, irão ter oportunidade cada vez maiores e poderão chegar aonde quiserem. Tudo é questão de trabalhar firme e ter fé”, destacou.

CONHEÇA A TRAJETÓRIA DOS ATLETAS

 Alison da Silva de Oliveira, 19 anos, atua como volante e começou jogando na equipe de base do Iranduba – AM (2014). Em seguida teve passagens pelas bases do Princesa – AM, Tigrão – SP e Nacional – AM, ocasião em que participou do Juniores (2016) e em 2017, tornou-se jogador profissional pelo Leão da Vila Municipal.

 Rafael Rennardy de Souza Ferreira, 18 anos, atua como atacante e joga futebol desde os oito anos de idade. Nascido em Rio Branco (AC), veio para a cidade de Pauini, no interior do Amazonas, no segundo dia de vida e morou lá até 2015. A partir daí, mudou-se para Manaus, e deu início à sua carreira no futebol. Teve uma experiência rápida no time de Iranduba e, ainda em 2015, atuou pelo time Manaus FC na equipe juvenil. Em 2016, o atleta começou a jogar no time de base do Nacional, sendo eleito o melhor jogador do campeonato juvenil e vice-artilheiro, com 19 gols. Rafael foi promovido em 2017 e acaba de ser profissionalizado pelo clube nacionalino.

Rafael Rennardy – Atacante do Nacional FC. (Foto: Lorena Furtado)

O presidente do Nacional Futebol Clube, Roberto Peggy Pinheiro, parabenizou os atletas e agradeceu por todo o trabalho realizado até aqui. “São garotos que, agora, se transformam em homens. Fico muito feliz por poder oferecer aos dois uma oportunidade como essa, pois sei do esforço diário e de toda a trajetória deles até aqui. A dedicação que ambos tiveram desde que começaram a fazer parte do projeto sempre foi notória e eu não poderia deixar de reconhecer e promover esses jovens talentos”, concluiu.

Roberto Peggy Pinheiro e Rafael Rennardy, durante a assinatura do contrato profissional do atleta. (Foto: Lorena Furtado)

Roberto Peggy Pinheiro e Rafael Rennardy, durante a assinatura do contrato profissional do atleta. (Foto: Lorena Furtado)

 

Por: Lorena Furtado

Promessa do futebol amazonense quer tornar realidade o sonho de jogar pela seleção brasileira

O Amazonas sempre foi uma fábrica de grandes nomes do esporte, seja ele coletivo ou individual. E com o jogador de futebol Victor Lenine não podia ser diferente. Ele é um dos exemplos de peso que comprovam a grandiosidade e qualidade dos atletas amazonenses.

unnamed (8)O jogador, de apenas 25 anos de idade, começou sua carreira aos sete anos, no futebol de salão no Centro Integrado de Educação Christus (Ciec) e de lá não parou mais. “Sempre tive o apoio da minha família, principalmente o da minha mãe, que me acompanhava nas viagens por conta do futebol”, explicou Lenine.

Aos 15 anos ele saiu de Manaus para jogar no time Cruzeiro Esporte Clube, em Minas Gerais, e conta da dificuldade de estar distante da família. “Morar longe de casa quando ainda se é adolescente não é fácil, mas me ajudou a amadurecer mais cedo. E o futebol em si tem muitas dificuldades, mas é importante persistir”, disse.

Apesar da pouca idade, o atleta já apresenta uma vasta experiência, tendo passado por times de expressão como Cruzeiro – MG, Bahia – BA, Olaria – RJ, Audax – RJ, Paysandu – PA, Palm Beach Suns – USA e, hoje em dia, atua como meio-volante no Esporte Clube Democratas, de Governador Valadares, em Minas Gerais.

unnamed (2)

Mesmo com todos os obstáculos, Lenine afirma que nunca pensou em desistir. “O futebol é uma diversão que também se tornou a minha vida e é tudo o que tenho hoje. Já obtive muitas coisas com ele e acredito que posso conseguir muito mais, tudo é questão de fé! ”, destacou.

Com relação a algum arrependimento que possa ter tido por ter escolhido a carreira no esporte, Lenine respondeu claramente. “De maneira alguma! É preciso de muita força de vontade e responsabilidade, além de ser fundamental trabalhar duro. Sonho em ser o primeiro amazonense a ser convocado para a seleção brasileira. Trabalho todos os dias pensando nisso e sei que se continuar lutando, em breve poderei torná-lo realidade”, finalizou.

Por: Lorena Furtado

Fotos: Arquivo pessoal do atleta

unnamed (7)

Adriano Balby superou o vício e se tonou um dos maiores nomes do MMA

O lutador Adriano Balby, 36, encontrou nas artes marciais, uma forma de se libertar das drogas e também a esperança de um futuro melhor. Hoje possui sua própria academia em Manaus, com filiais em Campinas, Espirito Santo e Goiânia.

Com uma vida destruída, Adriano chegou a morar nas ruas de Manaus, viciado em drogas, separado da esposa, tentou o suicídio três vezes. Através do esporte e frequentando a igreja Universal, mudou de vida. “Hoje sou obreiro, já são 10 anos na igreja e minha família foi restaurada. Sou alegria para minha esposa Janete Balby, minha filha Letícia e para minha mãe Tereza Balby”, explicou.

def869f6-1418-4e7e-ba60-551360694fd0Natural de Natal e morando há 15 anos em Manaus, os ensinamentos de Balby vão além de técnicas de lutas, o que torna o mestre referência para os alunos, dentro e fora dos tatames. “Sempre falo aos meus atletas para que se tornem campeões, não apenas na luta, mas na vida. Tenho muitos alunos que largaram as drogas, que tentaram suicídio e hoje tem a vida transformada através dos nossos ensinamentos”, relatou.

Quem vê Adriano Balby com uma equipe de competidores e vários títulos conquistados, não imagina o quanto foi difícil o inicio nas lutas. Sem equipe e com um único sonho: ser campeão, o lutador começou a treinar sozinho, assistindo vídeos de lutas e hoje é faixa preta 2º DAN de jiu-jitsu, faixa marrom de luta livre e prajied preto de muay thai.

No Sherdog são 13 lutas, sendo 11 vitórias (10 nocautes) e duas derrotas. Campeão na categoria médio, o atleta é dono do cinturão do MR. Cage, BigWay Fight e RSF 12.0. Balby já lutou nas categorias 120kg, 110kg, 93kg e 84 kg, e detalhe: foi campeão em todas as disputas.

O lutador já tem um novo confronto marcado para o dia 22 de dezembro, quando enfrentará o ex UFC Crocota, na defesa do cinturão do Mr. Cage, em Manaus. “Meu treino está sendo realizado na Of MMA no período da manhã, na parte da tarde eu treino a parte de jiu-jitsu e chão na academia Balby Team. A expectativa para essa luta é a melhor possível, pois o trabalho está sendo feito com dedicação, puxado e pesado. Vou defender meu cinturão contra um cara muito duro mão pesada, mas ele em a Manaus só para dar uma volta, pois esse cinturão é meu e daqui ele não sai”, declarou o lutador.

Confira o cartel de vitórias do lutador
1º Street Fighter – Porto Velho / RO – 1998
Campeão por NOCAUTE no PRIMEIRO round

1º Gladiator – Porto Velho / RO – 1999
Comitê 01 vitória por NOCAUTE no PRIMERO round

1º Rio Branco Fight – Rio Branco / AC – 1999
Campeão por DESISTÊNCIA do adversário

1º Fight Combat – Manaus / AM – 2004
Campeão por NOCAUTE no PRIMEIRO round (Vs Hulk)

1º Amazon Fight – Manaus / AM – 2005
Campeão por NOCAUTE no SEGUNDO round (Vs Cristiano Ribeiro)

1º Elite Cage – Manaus / AM – 2010
Campeão no SEGUNDO round por DESISTÊNCIA do adversário (Vs Joel Tigre)

Rei da Selva Combat 2 – Manaus / AM – 2013
Campeão por NOCAUTE no PRIMEIRO round (Vs. Marcio Lima)

MR. Cage 14 – 2014
Campeão por NOCAUTE no PRIMEIRO round (Vs Jorge Marreta)

RFS – Roraima Show Fight – 2014
Campeão por NOCAUTE no SEGUNDO round (Vs Wendel Santos)

BigWay Fight 4 – 2014
Campeão por NOCAUTE no PRIMEIRO round (Vs Davi Tank)

BigWay Fight 6 – 2015
Campeão por NOCAUTE TÉNICO no PRIMEIRO round (Vs Felipe Nascimento)

Jungle Figth 80 – 2015 (Ginásio do Morumbi – São Paulo)
Campeão por NOCAUTE TÉCNICO no TERCEIRO round (Vs Douglas Rashal)

Jungle Figth 83 — 2015 (Rio de Janeiro – RJ)
Campeão por DECISÃO UNÂNIME (Vs Alexandre Hoffman)

Mr Cage 21 – 2016 (Manaus) Campeão por NOCAUTE no 3Round

Campeão do Open sem kimono do Amazonas – 2011
Campeão do 7º Amazonense sem kimono – 2011
Campeão do Amazon Open de Jiu-Jitsu – 2012
Campeão FJJE sem Kimono – 2012
Campeão do Amazon Open de Jiu-Jitsu – 2013
Campeão Amazonense de Jiu-Jitsu – 2013
Campeão Copa Truda de Jiu-Jitsu – 2014
Campeão de Grappling – 2014
Campeão Jacaré Combate 2016

65e933d0-7be5-4daa-afe6-4e916764d656

Morando em SP, amazonense Diego Pato brilha no Mundial de Jiu-Jítsu de Abu Dhabi 2017

O lutador amazonense Diego “Pato” Oliveira foi um dos grandes nomes do Campeonato Mundial de Jiu-Jítsu Profissional de Abu Dhabi 2017, encerrado no último fim de semana, na capital dos Emirados Árabes Unidos. O atleta começou a carreira em Manaus e hoje representa a conceituada academia Cícero Costha, de São Paulo, onde mora desde 2015.

Pato, de apenas 18 anos, foi campeão na faixa azul adulto até 62 kg, vencendo cinco adversários no lendário tatame montado na Ipic Arena, conhecida como a “Casa dos Guerreiros”.

JJ - DIEGO PATO DO AM É CAMPEÃO EM ABU DHABI

“Esse foi meu primeiro campeonato internacional, portanto, uma emoção muito grande. Fiz cinco lutas duras e, graças a Deus, deu tudo certo”, comentou o amazonense, cujo pai mora no Novo Israel, Zona Norte, e a mãe no Grande Vitória, Zona Leste.

O jovem atleta é um dos fenômenos da nova geração do jiu-jítsu brasileiro. Diego começou a lutar em 2012 no projeto social coordenado pelo professor Harley Santos, no Monte das Oliveiras. Posteriormente, mudou de casa e foi treinar na Nabil Jiu-Jítsu, na Cidade Nova, onde teve um crescimento rápido e passou a conquistar muitos títulos. Em 2015, deu um passo gigantesco no esporte ao se transferir para a academia Cícero Costha, celeiro de grandes campeões em São Paulo.

 JJ - DIEGO PATO DO AM

“Minha chegada no Cícero em 2015 foi difícil no começo, mas sempre com fé em Deus conseguir me levantar e hoje estou aqui em Abu Dhabi comemorando esse Mundial pela primeira vez”, disse o atleta.

Em sua estada em São Paulo, Diego Pato foi campeão do peso e do absoluto do Sul-Americano de 2015, campeão brasileiro de 2016 e campeão da categoria no Sul-Americano de 2016. Ele obteve outros títulos importantes: campeão do Grand Slam do Rio de Janeiro, campeão da Seletiva do Abu Dhabi na Colômbia no peso e no absoluto. Além disso, o manauara faturou edições do Open Internacional, como em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis e Belo Horizonte.

 

Patrocinadores e apoiadores

Diego Pato atualmente é patrocinado pela marca de quimonos Albino and Preto.  O lutador também recebe apoio de divulgação da assessoria Emanuel Sports & Marketing.

Assessoria de Imprensa:

 

Emanuel Mendes Siqueira: (92) 99122-3785

sportsemanuel@gmail.com

Nacional dá show e goleia Manaus por 4 a 2

A partida finalizou a primeira rodada do returno do Campeonato Amazonense 2017, garantindo ao Naça a vice-liderança do Barezão.

Comemoração do gol do zagueiro, Victor Pereira (Foto: Antônio Assis/FAF-AM)

Na noite de quarta-feira, dia 19, o Leão da Vila Municipal entrou em campo para disputar o primeiro jogo da segunda fase do Campeonato Amazonense 2017. A partida, que teve início às 20h e ocorreu no Estádio Carlos Zamith, localizado no bairro Coroado, zona Leste da capital, foi bastante disputada e terminou com uma placar de 4 a 2 para o Naça, que agora segue na vice-liderança do Barezão.

No primeiro tempo, ambos os times tomaram iniciativa e as tentativas de finalizações foram fluindo de forma intensa. O adversário, logo nos primeiros minutos, tentou abrir o placar com um lançamento feito na área nacionalina, mas esbarrou em uma grande defesa do goleiro, Marcelo Valverde. O Nacional, que reforçou a equipe para essa temporada, mostrou-se bastante determinado. Prova disso foi uma bela cobrança de falta de Tiago Bastos, que quase permitiu que o time azulino tomasse à frente o placar. Entretanto, aos 37 minutos, o Mais Querido balança a rede adversária com um golaço do zagueiro Victor Pereira. Placar parcial em 1 a 0 para o Nacional.

unnamed

Autor do 3º gol do Nacional, Tiago Bastos (Foto: Antônio Assis/FAF-AM)

 

Durante o segundo tempo, a equipe adversária igualou o placar, após uma cobrança de pênalti, mas não demorou muito para o Leão da Vila Municipal virar o jogo, tanto que aos 18 minutos, foi a vez do zagueiro Jeferson Siqueira mandar um balaço para o gol do Manaus e determinar a virada do time azulino. Já aos 40 minutos, o atacante Charles, que voltou a reforçar o Naça, sofreu o pênalti e foi Tiago Bastos quem cobrou a penalidade e aumentou o placar. Alguns minutos depois, Charles reaparece e marca o quarto gol para Nacional, que disparou no placar em 4 a 1. Chegando ao fim da partida, o Manaus diminui com um gol do jogador Netinho. Placar final com vitória nacionalina por 4 a 2 no time adversário.

Arthur Bernardes, técnico da equipe azulina, parabenizou o oponente pelo grande jogo e ressaltou que o placar veio para refletir o trabalho que está sendo realizado até agora. “O Manaus fez uma excelente partida e mostrou muita qualidade. Foi difícil, mas graças a Deus tivemos tranquilidade e maturidade para administrar o jogo, o que torna visível a força que o time apresenta para chegar à final do Campeonato Amazonense. Todas as equipes estão muito boas e o nível tende a aumentar, portanto estamos trabalhando para conquistar vitórias e é isso que iremos buscar durante cada jogo”, afirmou.

Arthur Bernardes, Técnico da equipe do Nacional (Foto: Antônio Assis/FAF-AM)

O próximo desafio do Leão da Vila Municipal será contra o Holanda, pela segunda rodada do returno do Barezão 2017 e o jogo ocorre no sábado, dia 22, às 19h, no Estádio Carlos Zamith.

Por Lorena Furtado

Pequeno grande lutador

Com apenas 16 anos de idade, Glen Wilde Filho tem um currículo de causar inveja em muito atleta. Prova disso foi sua conquista no 11 Campeonato Amazonense de Muay Thai, ocorrido no último domingo, dia 4, na Escola Estadual Ruy Araújo, localizada na Avenida Carvalho Leal, bairro Cachoeirinha, zona Sul da capital.

Glen Filho, que é aluno do professor Dindô, da DTT X-Fight, foi campeão juvenil em sua categoria durante o campeonato e, em seguida, foi convidado a lutar na categoria adulto, ocasião na qual aceitou o desafio e conseguiu vencer o adversário por nocaute técnico, aos 40 segundos do primeiro round.

“Little Belfort”, como está sendo chamado o atleta, termina o ano de 2016 invicto, com um card de cinco lutas, dentre as quais duas foram vencidas por nocaute, disputadas em quatro campeonatos: Open GP de Muay Thai, o Rei do Ring, Campeonato Amazonense de Muay Thai e Campeonato Brasileiro de Muay Thai.

Associação Barbosa volta para casa com oito medalhas do Brasileiro Regional de Judô 2017

Oito medalhas, sendo três de ouro, quatro de prata e uma de bronze. Esse foi o saldo da Associação Barbosa de Lutas Esportivas (ABLE) no Campeonato Brasileiro de Judô – etapa Regional 1 -, realizado no ginásio de Marituba, próximo de Belém (PA), neste fim de semana.

JUDÔ - MAYARA GONÇALVES É PRATA NO PARÁ

As medalhas de ouro do projeto social localizado no Prosamim do bairro da Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus, foram conquistadas por Rafael Barbosa (Sênior, ligeiro), Carolynne Hernandez (Sênior, ligeiro) e Emerson de Souza (Sub-13, super ligeiro).

Uma das medalhas de prata da ABLE no Brasileiro Regional teve um peso olímpico no tatame. A supercampeã Rafaela Barbosa foi vice-campeã na disputa até 52 kg (meio leve) na final disputada contra a estrela piauiense Sarah Menezes, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, na época competindo no ligeiro (- 48 kg).

As outras três pratas academia manauara foram conquistadas por Ana Queiroz, na classe Sub-13 Feminino, categoria pesado (+52 kg); Mayara Gonçalves, no Sub-21 Feminino, leve (- 57kg); e Ana Ferreira, no Sub-21 Feminino, meio pesado (- 78 kg).

Disputando no Sub-18 Masculino meio leve (- 60 kg), José Orlando Magalhães volta para casa com a medalha de bronze.

 JUDÔ - ASSOCIAÇÃO BARBOSA DE LUTAS ESPORTIVAS NO BRASILEIRO REGIONAL

“Esses resultados são importantíssimos para o nosso projeto que trabalha prioritariamente com o resgate social de crianças, adolescentes e jovens do Prosamim da Cachoeirinha por meio do esporte e da educação. É uma conquista que motiva ainda mais todos os atletas, professores e familiares da ABLE”, disse o coordenador do projeto, mestre Antônio Barbosa.

Pontos no ranking

De acordo com a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), em 2017 os Campeonatos Brasileiros Regionais registraram números recordes de atletas inscritos em relação aos quatro anos anteriores.  O crescimento atual é resultado da implantação do novo sistema de classificação para a seleção principal com a introdução do Ranking Nacional, tanto para as categorias de Base (Sub-18 e Sub-21) quanto para a equipe Sênior do Brasil. 

Levantamento feito pela Gestão Nacional de Eventos da CBJ mostra que a Região I foi a que registrou o maior crescimento em relação a 2013. Isso porque, além dos motivos acima citados, essa região recebeu mais dois estados – Amazonas e Roraima – que disputaram medalhas com Amapá (AP), Ceará (CE), Maranhão (MA), Pará (PA) e Piauí (PI). Em 2013, foram inscritos 392 atletas no Regional I, enquanto em 2017 a competição recebeu 777 judocas.

Resultados da ABLE:

OURO:

Sênior MASC – ligeiro (- 60 kg) – Rafael Barbosa

Sênior FEM – ligeiro (- 48 kg) –  Carolynne Hernandez

Sub-13 MASC – super ligeiro (– 28 kg) – Emerson de Souza

 

PRATA:

Sênior FEM – meio leve (- 52 kg) – Rafaela Barbosa

Sub-13 FEM – pesado (+52 kg) – Ana Queiroz

Sub-21 FEM – leve (- 57kg) – Mayara Gonçalves

Sub-21 FEM – meio pesado (- 78 kg) – Ana Ferreira

BRONZE:

Sub-18 MASC meio leve (- 60 kg) – José Orlando Magalhães

Assessoria de Imprensa e fotos:

 

Emanuel Mendes Siqueira: (92) 99122-3785

sportsemanuel@gmail.com

jornalistaemanuel@gmail.com

Do amadorismo em Barcelos para o protagonismo na capital: a história do atacante Jackie Chan

“Um grande sonho, foco e determinação”. Para Ivanilson Barbosa Chaul, 20, o famoso Jackie Chan, como é conhecido no meio esportivo, esses são os ingredientes fundamentais para formar um grande jogador profissional. O atacante, que hoje atua no Nacional Futebol Clube, começou a jogar bola com apenas 10 anos de idade pelo São José Esporte Clube e já passou por times como Penarol, Tarumã e Fast Clube.

De acordo com o atleta, ele sempre disputava competições amadoras de futebol e futsal em Barcelos – AM (distante 405 quilômetros da capital), lugar em que foi criado e mora desde os 6 anos de idade, até que um dia foi chamado para fazer seletiva em um clube de Itacoatiara – AM. “Eu estava jogando uma partida de final de campeonato, quando o Joselito Carioca, fisioterapeuta do Penarol, me convidou para tentar uma vaga na equipe. Fui lá e deu tudo certo: fui aprovado e me profissionalizei com 17 anos de idade”, disse.

unnamed (4)Durante sua apresentação no Penarol, Ivanilson afirma que ao dizer seu nome, o ex-treinador e hoje, amigo, Igor Cearense disse que ele parecia com o ator honconguês Chan Kong-sang, mais conhecido como Jackie Chan, e desde então, o apelido virou seu codinome.

Em 2014, ingressou no Esporte Clube Tarumã, além de ter passado também pelo Fast Clube, em 2015/2016. “Aprendi muito Tarumã, conquistei meu primeiro título no Campeonato Amazonense de Juniores e o vice na Copa Norte Sub-20, e da mesma forma que entrei, também sai com grandes amizades e portas abertas. No Fast fui convidado pelo treinador Darlan Borges para jogar e lá pude comemorar muitas vitórias, como o amazonense e o regional, no Juniores, artilharia e primeiro lugar na Copa Amazonas, entre outros”, comentou.

Ao ingressar no Nacional Futebol Clube, o atacante explica que está muito feliz pela contratação e vai fazer de tudo para honrar a camisa azulina. “Sei da importância que o clube tem para o Estado e fico muito contente por fazer parte dessa história. Vou me dedicar para fazer o melhor em campo e poder corresponder às expectativas depositadas em meu trabalho”, afirmou.

Para Chan, se um jogador de futebol ama o esporte que pratica, não haverá trabalho, porque tudo o que for relacionado a ele, será feito com mais paixão e dedicação. Diz ainda que se sente sortudo por poder ter a presença e o apoio da família, enquanto a maioria dos colegas vem de outros Estados e precisam se ausentar de seus lares.

“Nunca me arrependi por ter escolhido a profissão de jogador e a minha sorte é que, por morar no Amazonas, além de ter o privilégio de representar o meu Estado em competições regionais e nacionais, não preciso ficar longe de casa como a maioria dos colegas de equipe. Jogar fora é complicado porque bate uma saudade do lar, dos filhos, mas foi a profissão que escolhemos e o esporte tem disso. O importante é que no fim das contas, sempre teremos um lugar para voltar e uma família para nos acolher”, explica o atacante.

Para os trabalhos de 2017, Jackie Chan já tem bastante expectativas e espera conseguir com o Leão da Vila Municipal, muitos títulos. “O Nacional é um clube grandioso e tem muita tradição. Trabalho duro, dedicação e foco nos objetivos é o que vai nos distinguir das outras equipes e nos ajudará a alcançar os melhores resultados. Estou bastante confiante nisso”, afirma.

O atleta dá um recado aos jovens que o tem como exemplo em campo, mas principalmente àqueles que fazem parte de seu clube, o Nacional, e querem se profissionalizar. “Não permitam que nenhuma crítica faça vocês desistirem dos seus sonhos. Tenho uma trajetória de vida humilde e me esforcei muito para ter o meu trabalho reconhecido e ser um jogador profissional. Acreditei no meu potencial, tive fé e fiz disso o meu objetivo. Façam suas escolhas e vocês vão ser o que quiserem ser”, explica.

E sobre o sonho de jogar em times de grande expressão no cenário nacional e internacional, ou mesmo com a camisa da Seleção Brasileira, o atacante explica que tudo é questão de traçar uma meta e lutar para alcançá-la. “Sei que todo jogador sonha jogar em grandes clubes ou representar seu país dentro de campo e comigo não é diferente. Chegar nesse patamar seria o ápice dos meus objetivos pessoais. Trabalho todos os dias pensando nisso e se continuar lutando, tenho certeza que vou chegar lá”, finaliza.

Por: Lorena Furtado

unnamed (5)

Rodrigo Bizerril é promessa no fisiculturismo amazonense

Há seis anos participando de competições a nível nacional e internacional, Rodrigo da Silva Bizerril, de 25 anos, é mais um exemplo de atleta que esculpiu o corpo em prol de um desafio maior: tornar-se um atleta profissional de fisiculturismo.

Apesar da pouca idade, Rodrigo, que trabalha como vendedor em uma loja de suplementos, explica que sua vontade de competir surgiu a partir de uma mera vaidade. “Comecei a treinar por pura estética e com o tempo, percebi que meu corpo respondia muito bem às séries e exercícios. Ao folhear uma revista de fisiculturismo, fiquei fascinado com tamanha perfeição física e, nesse dia, decidi que iria começar a seguir nessa área”, disse.

Bizerril já disputou vários campeonatos a nível nacional e mundial, dentre os quais sagrou-se campeão, em 2012, nos Campeonato Brasileiro de Fisiculturismo e Campeonato Sul-americano de Fisiculturismo; além desses foi o vencedor do Mister Universo na Inglaterra, em 2012; e campeão absoluto (overall) na Copa Manaus de Fisiculturismo 2016, bem como em sua categoria (Até 90kg).

unnamedConforme o atleta, todos esses títulos foram adquiridos com muito sacrifício e uma rotina extremamente disciplinada de exercícios, além de uma alimentação totalmente balanceada, tendo em vista que para alcançar o corpo tão almejado foram necessárias mudanças em todos os sentidos.

“Minha rotina de alimentação e treino variam de acordo com a fase em que me encontro: quando estou em off season, procuro comer uma maior quantidade de calorias distribuídas em carboidratos, gorduras e muitas proteínas, pois viso aumentar meu volume muscular; já quando estou na fase de pré-contest, reduzo o consumo de carboidratos e aumento o de proteínas, pois foco em definição muscular e máxima queima do depósito de gorduras”, explica o atleta.

Por ter um biótipo extremamente musculoso, ele conta que já foi julgado como sendo um indivíduo grosseiro e que gosta de brigas, assim como ocorre com a maioria dos fisiculturistas, entretanto Rodrigo afirma que as pessoas precisam entender que esses atletas moldam o corpo para atingir a perfeição física e não para machucar ou agredir os outros.

Para o atleta, o fisiculturista é um ser humano extremamente disciplinado e dedicado nos treinamentos, mas principalmente na alimentação. Além disso deve-se ter sempre a consciência de que mesmo sem o apoio e o reconhecimento devido, ele deve continuar firme em seu propósito.

“Infelizmente faz parte da rotina de um atleta de fisiculturismo não apenas treinos regrados e uma alimentação diferenciada, mas também enfrentar a falta de apoio de empresas públicas e privadas no que se refere a patrocínio em campeonatos e na própria preparação da pessoa que atua nesse segmento, pois, querendo ou não, o fisiculturismo é um esporte caro e se o atleta não tiver uma boa renda para custear os suplementos e acessórios necessários para se manter na área, fica difícil prosseguir profissionalmente”, lamenta Rodrigo.

Por fim, Rodrigo fala sobre a importância do fisiculturismo e o que pensa sobre as pessoas que fazem uso de meios ilícitos para permanecer nessa modalidade que, com o passar do tempo, vem reunindo adeptos e crescendo muito no Brasil e no mundo.

“A cada ano o nível de competições aumenta e a procura por “fórmulas mágicas” também e isso é um grande risco para a saúde desses jovens que não fazem sequer um acompanhamento diante das substâncias que acabam ingerindo. Dessa forma, deve-se olhar com mais atenção para os fisiculturistas, que realmente não medem esforços para moldarem seus corpos sem uso de meios ilícitos visando engrandecer essa área, pois o Amazonas é um celeiro de grandes campeões”, finalizou Rodrigo Bizerril.

Por: Lorena Furtado

unnamed-2