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Entrevista com o secretario municipal de Juventude, Esporte e Lazer Luis Neto

Um homem a serviço do povo, assim podemos denominar o secretario municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), Luis Faustino da Costa Neto. Ele tem se destacado pela ótima atuação à frente da Semjel e já pode ser considerado o homem forte da atual gestão municipal. Seus trabalhos tem um diferencial e se destacam pela política com ideal humano, pensamento comunitário e justiça social. Sua trajetória de lutas e glórias são exemplos de vida e de cidadania. Um homem com valores morais, íntegro e ético que muito honra nossa terra. Confira a entrevista concedida ao site NoPodio:

NP: Fale do seu trabalho a frente da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer.
LN: Assumi a secretaria desde abril, mas só fui nomeado em maio deste ano. É um trabalho desafiador, são mais de 700 funcionários, são 188 núcleos esportivos que precisam ser administrados com sabedoria, ouvindo sempre a comunidade. É difícil porque nem sempre a verba é suficiente para recuperar os complexos, campos e praças. Então é muito desafiador porque é preciso fazer muito com o pouco que temos.

NP:  O senhor já foi lutador e tem um olhar diferenciado para os atletas e procura atender a todos que vão em busca de apoio na Semjel. A que o Senhor atribui esse relacionamento diferenciado com a comunidade?
LN: Antes de ser político, eu sempre fui esportista, então peguei muito chá de cadeira, muito “não”, “espera um pouco”, “aguarda aí”, “vamos ver”. Sempre abominei isso, por esse motivo, não quero que as pessoas passem por isso. A minha intenção desde o inicio da gestão foi trabalhar para atender a toda população, fazendo o possível para resolver os problemas de todos, e mais ainda, tentando agradar a toda comunidade. Estamos trabalhando com excelência, o trabalho exige muito de cada um da equipe e o resultado disso tudo é a resposta positiva que estamos tendo. Faço de tudo para que as pessoas que vão até a secretaria sintam-se acolhidas, a minha intenção é valorizar cada atleta. O esporte sempre foi muito discriminado, mas foi graças a ele que cheguei até aqui. Então, meu maior desejo é poder ajudar outros atletas para que tenham futuro em suas modalidades e assim deixar um legado para as novas gerações.

NP: Fale do Programa Bolsa atleta.
LN: São 50 bolsas, no valor de R$ 4 mil mensal por um período de 12 meses. Caso o atleta seja convocado para Jogos Pan-Americanos, Parapan-Americanos, Olímpicos ou Paraolímpicos receberá uma gratificação adicional de R$ 1 mil. É difícil uma capital do Brasil ter isso, pois o país esta passando por crise. Nós conseguimos manter isso e essa vitória é do esporte que cada vez mais caminha unido. Precisamos ter uma linguagem comum para que cada vez mais possamos avançar e ser respeitados. Muita gente ainda tem uma visão negativa do esportista, mas o esporte é uma ferramenta que transforma vidas. Temos exemplos de pessoas que vieram do nada e através do esporte se tornaram ídolos do povo.

NP: Através do trabalho que o senhor vem desenvolvendo na Semjel, percebe-se uma ânsia em atingir uma meta 100% de aproveitamento em sua gestão. Qual a grande dificuldade encontrada para atingir esse percentual?
LN: Sem dúvida o recurso financeiro. Esse não é um problema exclusivo da Semjel, mas de todas as secretarias, prefeituras e governos. Dependemos do governo federal e Manaus foi muito atingida, pois a ex presidente Dilma Roussef tinha no prefeito Arthur Neto um adversário e inimigo, com isso segurava o recurso e penalizava todos os manauaras. Mas hoje essa situação está mudando, no futuro próximo vamos vibrar com as novas conquistas. A gente vê no governo Temer possibilidade de melhorias para Manaus e para todo o país. E se eu continuar a frente da secretaria em 2017, com certeza vamos poder fazer muito mais. Temos muitos projetos e com o orçamento cheio, teremos um ano para trabalhar e colocar em execução todos os planejamentos.

NP: O senhor começou nos tatames e hoje exerce um cargo público importante, a que atribui essa conquista?
LN: Atribuo isso a Deus. Eu não mereço, mas Deus sempre me proporciona muitas bênçãos e me coloca em situações para que eu tenha que provar o quanto sou bom. Quero dar orgulho aos meus pais, tenho que ser referencia aos meus irmãos e preciso mostrar aos meus filhos, que além de um pai esportista, escrevi uma história de luta e dedicação a minha cidade. Eu não estou na Semjel para ser melhor que ninguém, eu compito comigo mesmo, sempre buscando melhorar dia após dia. O que está bom permanece e melhora, o que está ruim a gente tenta substituir. Nós esperamos por ideias de todas as classes do esporte e assim juntos possamos melhorar e fortalecer o esporte. A intenção é escrever uma história limpa e bonita, para que um dia seja registrado nos anais da cidade que passou um esportista de verdade que veio dos tatames e que deu uma parcela positiva para cidade de Manaus.

NP: Há um crescimento significativo nos eventos de luta, como o senhor avalia essa evolução nos eventos realizados?
LN: É um crescimento quantitativo e qualitativo. Podemos observar academias que nasceram como projeto social, professores que aprenderam a dar aula na luta, dando a cara pra bater, porque eram apenas lutadores e hoje são promotores de eventos. Então, vejo de forma muito salutar o crescimento positivo, é isso que faz a permanecia e o fortalecimento do esporte na nossa cidade.

NP: Podemos observar que sua dedicação com a cidade, vai além do esporte, se estendendo a outros serviços do município.
LN: Muitas vezes esqueço que sou secretario e vou ver obra, infraestrutura, saúde, educação, habitação, entre outras situações da cidade, não é porque sou da pasta de esporte que tenho que fechar os olhos para outros segmentos administrativos. Penso que o político deixa de ter identidade e passa a ter o DNA da cidade ou estado, seja qual esfera este inserido. A gente tem que se doar e fazer o bem, sem esperar ser reconhecido ou ter retorno. Se a pessoa não tem prazer no que faz, tem que dá oportunidade para quem tem amor, dedicação e comprometimento com a população.

NP: O senhor se colocou totalmente a disposição da população, não só ao esporte, mas servindo e contribuindo para uma cidade melhor.
LN: Sou grato a oportunidade que o prefeito Arthur Neto me deu em fazer parte da gestão dele e valorizo muito isso, até porque não tenho apadrinhamento político. Então, minha carreira está sendo construída passo a passo, dia após dia. Quero fazer valer meu nome, me dedico à cidade, pago um preço alto, mas é gratificante quando vejo meu nome em uma obra, é o caso do Complexo Esportivo do Santo Antônio, a Mini Vila Olímpica, a Academia da Terceira Idade da Fundação Dr. Thomas, o CSU do Parque Dez, que é o local onde cresci. Todos são locais que foram reformados e fico feliz em contribuir com tudo isso, esse é o maior pagamento que posso receber, é por isso que busco cada dia mais contribuir e fazer o melhor trabalho em prol de Manaus. Fico feliz porque Deus me deu a oportunidade de ser um pequeno colaborador dessa cidade.

NP: Quais os projetos Futuros?
LN: Viver um dia após o outro em paz comigo e com todos que me cercam. Lutar por um futuro melhor para minha vida pessoal e para aqueles que dependem de mim. Quem sabe em 2018 ser deputado estadual. No próximo ano pretendo ministrar aula em universidade, mas isso dependerá do tempo disponível. Quero continuar lutando, gosto de competir e sentir aquela adrenalina, me sinto mais vivo. Tenho muitos planos e espero ter saúde para executa-los.

NP: Como foi o primeiro contato com a luta?
LN: Comecei a treinar aos seis anos de idade por orientação da diretora da escola. Comecei no judô Club, com o professor Vivaldo, que até hoje considero meu mestre. A academia ficava ali no CSU do Parque 10, por isso tenho uma ligação muito forte com o CSU. Aos 14 anos migrei para o jiu-jitsu e passei a treinar na academia Monteiro, onde fiquei até a faixa marrom. Fui graduado a faixa preta na Gracie Humaitá, onde treinei com o Royler, Rickson e Rolcker. Passei uma temporada nos Estados Unidos treinando com o Relson.

NP: O senhor foi considerado um dos maiores nomes do jiu-jitsu amazonense. Fale dos títulos conquistados.
LN: A gente aprende que cada vitória tem uma história. Sou muito grato por cada conquista, pois cada vitória representa um degrau e ninguém chega ao topo sem dar o primeiro passo. O inicio é tão importante quanto o último degrau e se manter no topo exige um cuidado muito grande, porque corremos o risco de descer todos aqueles degraus em um piscar de olhos. O título que considero mais importante foi o primeiro campeonato Amazonense que fui campeão. Na época fui considerado o melhor lutador, pois com apenas 16 anos e faixa verde, finalizei um faixa Roxa na final do campeonato Amazonense. Não posso revelar o nome, pois ele é meu amigo, mas foi meu primeiro título importante, meu primeiro troféu, me consagrei campeão da categoria e absoluto. Depois veio muitas conquistas, na faixa preta, por exemplo, fui cinco vezes campeã Mundial, seis vezes campeão Brasileiro, duas vezes campeão Pan-Americano , três vezes campeão Sul-Americano. Então, Deus me abençoou com muitas conquistas e eu tento compensar todas essas conquistas, fazendo o que gosto da melhor forma possível, ajudando sempre as pessoas.

NP: O senhor pensa em continuar competindo?
LN: Quando tem evento, eu fico me batendo para competir, algumas pessoas até me cobram isso, falam que faço eventos muito bons, mas não luto. Eu fiz minha luta de despedida, depois aceitei a revanche e me despedi por conta do trabalho que toma muito meu tempo. Depois recebi um o convite para lutar o Mundial em Fortaleza, tive oportunidade de participar do Mundial de Lutas Profissionais, fui campeão nas disputas com kimono e sem kimono. Em breve tem mais surpresas.

NP: Fale do calendário esportivo da FAJJE até o final do ano.
LN: Dia 15 de outubro teremos o Festival de jiu-jitsu e também o Sem kimono, dois eventos no mesmo dia. Nos dias 25 e 26 de novembro tem o Grand Slam Amazon Champion jiu-jitsu, que é que a unificação dos títulos amazonenses, juntando atletas da Federação Amazonense de Jiu-jitsu Profissional (FAJJPRO), do meu amigo Bosco Junior, atletas da Federação de jiu-jitsu do Amazonas (FJJAM), do meu amigo Elvys Damasceno e atletas da Federação Amazonense de jiu-jitsu Esportivo (FAJJE). Isso é inédito, é a realização de um sonho. Era um projeto que eu tinha e apresentei aos presidentes das federações para que juntos possamos presentear os atletas com esse título. Os cinturões estão sendo feitos com todo carinho, estou caprichando para dar a esses atletas o que eles merecem. Em dezembro tem a tradicional copa Luis Neto encerrando o calendário da FAJJE.

NP: Essa união entre federações é um feito inédito e hoje na posição que o senhor exerce, observamos que busca cada vez mais a união em prol do esporte.
LN: Isso é natural e salutar. Natural porque éramos três meninos que na época de lutadores havia rivalidade, hoje somos três homens com interesses distintos, queremos nosso esporte unido e fortalecido. Agora a união aconteceu com Elvys e Bosco, futuramente será com Totonho, porque somos da luta e temos que caminhar de mãos dadas, mostrando que somos fortes e somos um. O esporte pode mudar a vida de muitas pessoas, como tem mudado , transformando pessoas em fenômenos e estrelas, como é o caso, do Bibiano Fernandes, Marco “Loro”, Ronaldo Jacaré, José Aldo, enfim, de todos que estão transitando pelo mundo a fora.

NP: Fale dos seminários que irá realizar neste segundo semestre.
LN: Fui convidado por um aluno, o Vagner Lemos, para ministrar seminário na Irlanda, com certeza será uma honra fazer isso. Em dezembro vou ministrar seminário no Acre e em outros estados do Brasil, por onde tenho equipe e juntos vamos fazer a graduação dos atletas.

Texto: Greici Fernandes 

Foto: Divulgação

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